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Title: Signos portugueses no arquipélago de Solor e um relance sobre o enigma da(s) ilha(s) do ouro
Author: Casquilho, José Pinto
Keywords: Solor
Ilha(s) do ouro
Ilha de Flores
Issue Date: 2016
Publisher: AULP
Abstract: Neste escrito revisitam-se signos portugueses existentes no arquipélago de Solor, contemplando a região oriental da ilha Flores, nomeadamente Larantuka, a localidade Wureh na costa ocidental da ilha Adonara e a ilha Solor. Nesta, em Lohayong, as ruínas da fortaleza atestam a presença daquela que foi a maior praça-forte portuguesa na região até ao início do século XVII, enquanto em Lamakera, na ponte leste da ilha, um notável canhão com as Armas de Portugal e as insígnias dos dominicanos constitui um índice singular da presença da ordem dos pregadores instituída de funções militares. A imagem de Tuan Berdiri em Wureh testemunha iconicamente a dominância católica nesta região da ilha, que se prolonga na povoação de Larantuka na vizinha ilha de Flores, sede de diocese, consagrada à Virgem do Rosário (“Reinha Rosari”). A presença da Confraria “Reinha Rosari” está documentada pelo menos desde que a comunidade católica portuguesa emigrou de Malaca (pós-1641) e depois de Macáçar (c. 1659), embora existam notícias que a fazem eventualmente remontar a 1565. Ainda, produz-se um olhar sobre o enigma da(s) “Ilha(s) do Ouro”, reportada(s) desde a crónica das viagens de Marco Polo como tendo lugar a sul de Sumatra, cuja demanda terá originado a base dos mapas da escola francesa de Dieppe, datados do século XVI, de que se destacam o atlas Vallard de 1547 e os mapas de Desceliers (1550) e de Desliens (1566). Mas o enigma aqui aflorado induz um outro: como se poderá interpretar que, existindo tanta evidência de topónimos portugueses na cartografia de Dieppe, ainda hoje na historiografia contemporânea oficial esteja denegada, ou pelo menos obliterada, a tese de que terão sido portugueses os primeiros europeus a explorar e cartografar as costas do que hoje designamos como Austrália? A questão não é de somenos, nem de menor atualidade, se pensarmos que, conforme reportado numa notícia do The Canberra Times de janeiro de 2014, as cópias dos mapas de Dieppe presentes na National Library foram deliberadamente omitidos da exposição pública então realizada “Mapping our World: Terra Incognita to Australia”.
Description: XXIV Encontro das Universidades de Língua Portuguesa, Dili, Timor-Leste, 2016
URI: http://hdl.handle.net/10400.5/14003
Appears in Collections:CEABN - Livros / Capítulos de livros

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