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Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10400.5/989

Title: Linfoma canino e em espécies exóticas
Authors: Vieira, Marta Maria Ferreira dos Santos Leite
Advisor: Costa, Maria João Carvalho Neto
Gama, Francisco Miguel Portela da
Keywords: Linfoma
Cão
Animais exóticos
Canis lupus familiaris
Mustela putorius furo
Psittacus erithacus congolensis
Lymphoma
Dog
Ferret
Exotic animals
Issue Date: 2008
Publisher: Universidade Técnica de Lisboa. Faculdade de Medicina Veterinária
Citation: VIEIRA, M. M. F. S. L. (2008). Linfoma canino e em espécies exóticas. Dissertação de Mestrado, Universidade Técnica de Lisboa, Faculdade de Medicina Veterinária, Lisboa.
Abstract: O linfoma, linfoma maligno ou linfossarcoma é uma neoplasia hematopoiética maligna com origem em células linforeticulares localizando-se inicialmente em órgãos linfóides como os linfonodos, o fígado ou o baço. Afecta a maior partes das espécies domésticas, incluindo animais exóticos. A sua etiologia é multifactorial pois pensa-se que exista a influência de factores genéticos, ambientais, alimentares (Moore, 2007) e de vírus oncogénicos no caso dos gatos (FeLV) (Morrison, 2007) e dos galináceos (Vírus da Doença de Marek) (Harrisson & Lightfoot, 2006). O diagnóstico definitivo de linfoma pode ser feito por punção aspirativa de agulha fina (PAAF) mas o gold standard para diagnóstico é a biopsia excisonal de um linfonodo, preferencialmente o poplíteo (Moore, 2005). O linfoma pode ser classificado em termos anatómicos, citológicos, histológicos, e imunohistoquímicos. O seu estadiamento deve ser efectuado pois ajuda na escolha do protocolo de quimioterapia e em termos de prognóstico. Existem inúmeros protocolos de quimioterapia descritos para o tratamento do linfoma nas diferentes espécies. No entanto, na generalidade estes dividem-se em protocolos de agente único ou protocolos combinados. A maioria compreende uma fase de indução da remissão e uma fase de manutenção. Quando o animal manifesta resistência a um determinado protocolo este deve ser mudado para um que utilize agentes com diferentes mecanismos de acção para que se reinduza a remissão. Qualquer que seja o tratamento preconizado, em qualquer espécie, o objectivo fundamental não é a cura mas o aumento do tempo de vida com qualidade. Associados ao linfoma podem coexistir síndromes paraneoplásicas como a caquexia e a hipercalcémia, com a primeira a ser comum em todas as espécies animais. Para tentar travar a caquexia, o animal deve ser alimentado com dietas ricas em gorduras e proteínas e com baixo teor de hidratos de carbono pois estes últimos são usados pelo tumor de forma mais eficiente para produzir energia. Para finalizar são apresentados três casos clínicos em diferentes espécies: cão (Canis lupus familiaris), furão (Mustela putorius furo) e papagaio cinzento (Psittacus erithacus congolensis).
ABSTRACT - Canine lymphoma and lymphoma in exotic species The lymphoma (malignant lymphoma or lymphossarcoma) are a common hematopoietic neoplasm with origin in the lymphoreticular system and initially found in lymphoid organs like lymph nodes, liver or spleen. It affects the majority of domestic species, including exotic animals. It has multifactorial aetiology as its development and progression suffers the influence of genetic, environmental and alimentary factors, in addition to oncogenic viruses in cats (FeLV) (Morrison, 2007) and chickens (Marek’s disease virus) (Harrisson & Lightfoot, 2006). Definitive diagnosis of lymphoma can be achieved by fine needle aspirate cytology. However, the gold standard for its diagnosis remains excisional biopsy of a lymph node, preferably from popliteal lymph node (Moore, 2005). Lymphoma can be classified accordingly to its anatomical localization and cytological, histological or imunohistochemical analysis. It is essential to conduct an appropriate staging of the disease, in order to help choosing the chemotherapy protocol and establishing the prognosis. There are several chemotherapy protocols described in literature to treat lymphoma on different species, but generically they fall into two categories: single agent chemotherapy and multiple agent chemotherapy. Most of them consist in an induction and a maintenance phase. When the animal develops signs compatible with multiple drug resistance to one protocol, the latter one should be changed to other that includes agents with different mechanisms of action in order to reinduce remission. Whatever chosen treatment, in any species, its main goal is not to obtain the cure but to maintain the pet’s quality of life for as long as possible. Associated with lymphoma paraneoplastic syndromes can develop such as cachexia and hypercalcemia. The former constitutes the most common paraneoplastic syndrome of lymphoma in all animal species. In order to fight the development of cachexia, the animal should be fed with lipids and proteins enriched food and also low in carbohydrates to take advantage of the specific metabolic pathway of the tumour. In fact the later are most efficiently used by the tumour for energy production than proteins or lipids. To finish my thesis I will present three clinical cases of lymphoma in different species: the dog (Canis lupus familiaris), the ferret (Mustela putorius furo) and the African grey (Psittacus erithacus congolensis).
Description: Dissertação de Mestrado Integrado em Medicina Veterinária
URI: http://hdl.handle.net/10400.5/989
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