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Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10400.5/867

Title: Epilepsia em animais de companhia
Other Titles: Epilepsy in small animals
Authors: Castro, Ana Catarina Pinto de
Advisor: Ferreira, António José de Almeida
Keywords: Epilepsia
Convulsões
Cão
Gato
Diagnóstico
Tratamento
Epilepsy
Seizures
Dog
Cat
Diagnostic
Treatment
Issue Date: 25-Jun-2008
Publisher: Universidade Técnica de Lisboa. Faculdade de Medicina Veterinária
Abstract: A epilepsia é uma das patologias neurológicas mais comuns no cão e no gato. Trata-se de uma doença que afecta o Sistema Nervoso Central e que se caracteriza por convulsões e alterações paroxísticas temporais com tendência a ser recorrentes. Uma convulsão típica é caracterizada por um período inicial, o pródromo, seguido pela aura, ictus e, finalmente, pela fase pós-ictus. As crises epileptiformes são primariamente classificadas em: auto-limitantes (isoladas), em salva ou cluster (se há duas ou mais convulsões num espaço de 24 horas) ou contínuas, que é o que ocorre no status epilepticus. As convulsões podem ser generalizadas ou focais/parciais. As convulsões focais com generalização secundária são o tipo mais comum nos cães. Por outro lado, as convulsões parciais complexas são as que tipicamente ocorrem mais no gato. A epilepsia é classificada em 4 grupos principais: epilepsia idiopática, epilepsia sintomática, epilepsia sintomática provável e alterações extracranianas, apesar desta última não ser classificada como uma epilepsia. O diagnóstico da epilepsia consiste, inicialmente, em se conhecer a história clínica detalhada do animal, proceder aos exames físico e neurológico completos, e análises sanguíneas consistindo em hemograma e análises bioquímicas básicas. Com base nestas informações, deve realizar-se uma lista de diagnósticos diferenciais e podem ser indicados outros procedimentos clínicos, laboratoriais, toxicológicos ou imagiológicos se necessários, após o conhecimento dos resultados das provas diagnósticas iniciais. O objectivo primordial da terapêutica é controlar a actividade convulsiva de forma adequada e com efeitos secundários aceitáveis por parte dos fármacos utilizados e espera-se que a terapia possibilite uma redução na severidade, duração e frequência da actividade convulsiva. Os ataques em salva e o status epilepticus são considerados emergências médicas, sendo imprescindível actuar o mais rapidamente possível de modo a evitar ou reduzir as sequelas fisiológicas da actividade frequente ou contínua. As convulsões ficam controladas em cerca de 70 a 80% dos cães e na maioria dos gatos tratados apenas com fenobarbital. A adição de um segundo fármaco (geralmente o brometo de potássio) conduz a uma redução em mais de 50% do número de convulsões em 70 a 80% dos cães. Contudo, cerca de 20-30% dos cães não respondem a esta terapia. Nestes casos, será necessário pensar em outras alternativas farmacológicas, nomeadamente nos novos anticonvulsivos utilizados em Humanos, como a felbamato, gabapentina, levetiracetam, zonisamida, entre outros. Nos casos de epilepsia refractária farmacológica podem ainda utilizar-se tratamentos não médicos que podem ser úteis: acupunctura, homeopatia, estimulação vagal e dieta cetogénica.
ABSTRACT Epilepsy is one of the most common disorders in the dog and cat. It’s a disease that affects the Central Nervous System and is described by seizures and temporal paroxistic changes with the tendency of beeing recurrent. The typic seizure begins with an inicial period, named prodrome, followed by the aura, the ictus and finally the post-ictus phase. The epileptic seizures are primarily classified in: self-limited (isolated), cluster (if there are 2 ou more seizures in 24 hours) or continued, which is what occurs in status epilepticus. Seizures can be of the generalized ou focal/partial types. Focal seizures with secondary generalization are the most common type in dogs. On the other hand, complex partial seizures are most often seen in the cat. Epilepsy can be divided in 4 main groups: idiopathic epilepsy, sintomatic epilepsy, probably sintomatic epilepsy and extracraneal disorders, although the last one is not considered epilepsy. The diagnostic approach begins with the detailed case history, complete physical and neurological examinations and a minimum data base consisting of hematological and serum chemistry analyses. On the base of this informations, there should be made a diferential diagnostics list and other clinical, laboratorial, toxicological and/or imagiologic procedures which can be made if necessary, after the results of the initial tests are known. The primary goal of the treatment is to adequately control the seizure activity with acceptable drug’s side effects and that the treatment may result in the reduction of severity, duration and frequency of the seizure activity. Cluster seizures and status epilepticus are medical emergencies and it is important to act as soon as possible so that it is possible to avoid or reduce the physiologic sequelae of frequent or continuous seizure activity. Seizures can be controled in about 70- 80% of the dogs and in the majority of the cats when treated with phenobarbital alone. Addition of a second drug (usually potassium bromide), decreases the number of seizures in more that 50% in about 70-80% of dogs. However, aproximately 20-30% of dogs are refractory to this treatment. In these cases, it will be necessary to think in other farmacological alternatives, like the new human anticonvulsive drugs felbamate, gabapentin, levetiracetam, zonisamid, among others. In the cases of epilepsy that is refractory to the antiepileptic drug therapy there are some nonmedical treatments that can be useful: acupuncture, homeopathy, vagal stimulation and ketogenic diet.
Description: Dissertação de Mestrado Integrado em Medicina Veterinária
URI: http://hdl.handle.net/10400.5/867
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