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Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10400.5/4584

Title: Carcinoma espinocelular cutâneo em cães
Authors: Moura, Inês da Costa
Advisor: Baetas, Bruno Pessoa dos Santos
Peleteiro, Maria da Conceição da Cunha e Vasconcelos
Keywords: Tumores cutâneos
Carcinoma Espinocelular
dermatite solar
papilomavírus
tratamento
Skin tumors
Squamous Cell Carcinoma
solar dermatitis
papillomavirus
treatment
Issue Date: 11-Jun-2012
Publisher: Universidade Técnica de Lisboa. Faculdade de Medicina Veterinária
Citation: MOURA, I. C. (2012). Carcinoma espinocelular cutâneo em cães. Dissertação de Mestrado. Universidade Técnica de Lisboa, Faculdade de Medicina Veterinária, Lisboa.
Abstract: O Carcinoma Espinocelular (CEC) é uma neoplasia com origem nos queratinócitos e representa aproximadamente 5% das neoplasias cutâneas em cães. A variante cutânea do CEC apresenta-se preferencialmente em áreas de pele despigmentada com pouco pelo e acomete animais de ambos os sexos, com idade compreendida entre os 6 e os 10 anos. É uma neoplasia localmente invasiva, mas a ocorrência de metástases é pouco frequente. Vários factores etiológicos parecem dar origem ao CEC cutâneo. No entanto, a radiação ultravioleta (UV) e o papilomavírus (PV) são os mais frequentes. O aumento da altitude, diminuição da latitude (países tropicais) e depleção da camada do ozono aumentam a quantidade de raios UV que atingem a superfície terrestre. As lesões cutâneas causadas pela radiação UV iniciam-se com dermatite, progridem para queratose actínica (lesão pré-neoplásica) e esta pode evoluir para CEC. A radiação UV exerce efeito no gene supressor de tumores p53, levando à sua mutação. A lesão mais frequentemente causada pela radiação solar nas células da epiderme é a formação de dímeros de timina entre as bases pirimidínicas do ADN. No que diz respeito ao PV, quatro dos sete tipos deste vírus descritos em cães foram associados à transformação maligna para CEC. São eles: o Papilomavírus oral canino (PVOC), Canis familiaris Papilomavírus tipo 2 (CfPV2), Papilomavírus canino tipo 3 (PVC3) e o Papilomavírus canino tipo 4 (PVC4). Pensa-se que o PV actua como cofator de lesões provocadas por radiação solar, bloqueando a apoptose de células lesadas por raios UV. O PV pode também causar mutação direta em p53 ao inativá-lo. As lesões de CEC cutâneo podem manifestar-se de forma proliferativa ou de forma erosiva. O diagnóstico presuntivo é feito com base na anamnese e exame físico, mas o exame histopatológico após biópsia é essencial para chegar a um diagnóstico definitivo. A excisão cirúrgica com amplas margens é a terapêutica que obtem melhores resultados a longo prazo. A cirurgia combinada com radioterapia, implantes intralesionais de 5- fluorouracilo ou cisplatina, terapia fotodinâmica, anti-inflamatórios como o firocoxib, imunomoduladores como o imiquimode, eletroquimioterapia e retinoides (estes últimos em lesões pré-neoplásicas) também demonstraram ter efeitos benéficos. O prognóstico é favorável caso o diagnóstico seja feito precocemente.
ABSTRACT - Cutaneous Squamous Cell Carcinoma in dogs - The Squamous Cell Carcinoma (SCC) is a neoplasia with origin in the keratinocytes and represents approximately 5% of skin tumors in dogs. The cutaneous form of SCC presents mainly in areas of depigmented skin with little hair and affects animals of both sexes aged between 6 and 10 years. It is a locally invasive tumor but the occurrence of metastases is uncommon. Several etiological factors seem to lead to cutaneous SCC. However, ultraviolet radiation (UV) and papillomavirus (PV) are the most frequent ones. High altitude, lower latitude (tropical countries) and the ozone layer depletion increase the amount of UV rays that reach the earth's surface. The cutaneous injuries caused by UV radiation begin with dermatitis, that can progress to actinic keratosis (a pre-neoplastic injury) and this may evolve into SCC. UV radiation affects the p53 tumor suppressor gene, leading to its mutation. The most frequent injury caused by solar radiation on the epidermal cells is the formation of thymine dimers between the DNA pyrimidine bases. In what regards PV, four of the seven types that have been described in dogs are associated with malignant transformation into SCC. They are: the canine oral Papillomavirus (COPV), Canis familiaris Papillomavirus type 2 (CfPV2), canine Papillomavirus type 3 (CPV3) and canine Papillomavirus type 4 (CPV4). It is believed that the PV acts as cofactors of the injuries caused by solar radiation, blocking the apoptosis of the cells damaged by the UV rays. PV can also cause direct mutations in the p53, inactivating it. The lesions of cutaneous SCC can manifest in two forms, the proliferative and the erosive one. The presumptive diagnosis is based on the medical history and physical examination, but the histopathological examination after biopsy is essential to reach a definitive diagnosis. Surgical excision with wide margins is the treatment that gets better long term results. Surgery combined with radiation therapy, 5 - fluorouracil and cisplatin intralesional implants, photodynamic therapy, anti-inflammatory drugs such as firocoxib, immunomodulators such as imiquimod, electrochemotherapy and retinoids (the latter in pre-neoplastic injuries) also demonstrated to have beneficial effects. The prognosis is favorable if the diagnosis is made in the early stages.
Description: Dissertação de Mestrado Integrado em Medicina Veterinária
URI: http://hdl.handle.net/10400.5/4584
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