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Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10400.5/3797

Title: A influência da família na saúde e nos comportamentos de risco nos adolescentes portugueses
Authors: Camacho, Inês Nobre Martins
Advisor: Matos, Maria Margarida Nunes Gaspar de
Diniz, José Manuel Fragoso Alves
Keywords: Bem-estar
Comportamentos de risco
Comunicação
Comunicação com os amigos
Escola
Felicidade
Satisfação com a vida
Saúde
Sintomas físicos e psicológicos
Issue Date: 2011
Abstract: A relação dos adolescentes com a família tem sido reconhecida com um dos factores cruciais no desenvolvimento dos jovens. O presente trabalho teve como objectivo estudar a influência da família na saúde e nos comportamentos de risco nos adolescentes Portugueses. Para tal, realizaram-se seis estudos, tendo como suporte, a base de dados portuguesa do estudo internacional Health Behavior in School- aged Children, obtida com adolescentes através do preenchimento do questionário “Comportamento e Saúde em Jovens em Idade Escolar”. Os estudos realizados utilizaram amostras cujas dimensões variam entre 3221 jovens (estudo 3), 4877 (estudos 1 e 2), 5050 (estudos 5 e 6) e 22961 (estudo 4), jovens de ambos os géneros com média de idades de 14 anos. O estudo um teve como objectivo analisar a influência da comunicação com os pais e pares no bem-estar e comportamentos de risco dos adolescentes. No estudo dois pretendeu-se analisar a influência da família e dos pares nos comportamentos de risco dos adolescentes. No estudo três, procurou-se perceber a influência que a dificuldade em comunicar com os pais e o não ter ou não ver os pais poderá ter nos comportamentos de risco, relação com a escola, felicidade, percepção de saúde e no bem-estar físico e psicológico. No estudo quatro procurou-se entender a influência da comunicação com os pais a satisfação com a escola e o nível de instrução dos pais poderão ter no consumo de álcool e violência. No estudo cinco explorou-se os efeitos da monitorização parental e a comunicação com os pais no bem-estar e nos comportamentos de risco nos adolescentes. No estudo seis procurou-se compreender a influência da família e pares nos comportamentos de risco dos adolescentes, tendo como mediadores a saúde, bemestar e escola. Os principais resultados do presente estudo foram os seguintes:1) os pais surgem como uma factor protector nos comportamentos de risco e facilitadores do bemestar dos adolescentes, os amigos surgem como factor de risco nos comportamentos de X risco; 2) a dificuldade em comunicar com os pais surge como factor de risco nos comportamentos de risco; 3) o não ter ou não ver o pai surge como tendo maiores consequências na vida do adolescente comparativamente ao ter dificuldades em comunicar com o pai; 4) os rapazes, os jovens que têm dificuldade em comunicar com os pais, que não gostam da escola, que o pai não tem emprego e que os pais nunca estudaram, têm uma maior probabilidade em consumirem e abusarem do álcool e ter comportamentos violentos; 5) os jovens que têm uma maior monitorização parental são mais felizes, apresentam facilidade em comunicar com os pais, referem que têm uma boa relação com a família, apresentam menos sintomas psicológicos e estão mais satisfeitos com a vida; 6) uma boa comunicação com os pais aparece associada a menos sintomas físicos e psicológicos, a um maior bem-estar e maior satisfação com a escola; a satisfação com a escola surge como mediador, diminuindo os índices dos comportamentos de risco e quanto maior frequência de sintomas maiores são os índices de comportamentos de risco. Verifica-se que as questões relacionadas com a saúde e comportamentos de risco são importantes para entender a influência da família. Os resultados sublinham a importância de uma intervenção na saúde dos adolescentes que tenha em conta a relação com a família.
The relationship between youngsters and family has been acknowledged as a crucial factor in the development of teenagers. This work had as goal to study the influence of family in health and in risk behaviours amongst Portuguese adolescents. To achieve this analysis, six studies were prepared having as a basis the Portuguese database of the international study Health Behaviour in School-aged Children, gathered through the questionnaire Behaviour and Health in School age adolescents. The studies used samples whose dimensions diverged from 3221 youngsters (study 3), 4877 (studies 1 and 2), 5050 (studies 5 and 6) and 22,961 (study 4), youngsters of both genders with an average age of 14 years old. The goal of study 1 was to analyse the influence of communication between parents and pairs in well-being and in teenagers’ risk behaviours. In study 2 it was intended to analyse the influence of family and peers in teenagers’ risk behaviours. The goal of study 3 was to understand the influence that the difficulty in communicating with parents and not having/seeing parents might have in risk behaviours, relationship with school, happiness, perception of health and psychological and physical well-being. The goal of study 4 was to understand the influence of communication with parents, the satisfaction with school and the level of parents’ education that might influence alcohol consumption and violence. In study 5, parental monitoring and the communication with parents were explored in order to understand the effects that these might have in the well-being and in risk behaviours. In study 6, it was intended to understand the influence of family and pairs in risk behaviours, having as mediators health, well-being and school. The main results of this study were the following: 1) parents rise as a protective factor in risk behaviours and well-being providers, friends rise as a factor of risk in risk behaviours; 2) the difficulty in communicating with parents rises as a factor of risk in risk behaviours; 3) not having/seeing the father rises as having more consequences in teenagers’ life in comparison to having difficulty in communicating with the father; 4) boys, the teenagers who have more difficulty to talk with their parents, that do not enjoy school, whose father does not have a job and whose parents have never studied, have a higher probability in consume and abuse alcohol and having violent behaviours; 5) youngsters who have a higher parental monitoring are more happy, talk easily with their parents, refer to have a good relationship with their family, present less psychological symptoms and are more satisfied with life; 6) a good communications appears to be associated to less symptoms, to a better well-being and a higher satisfaction towards school; the satisfaction with school emerges as a mediator, decreasing the rates of risk behaviours and the more frequent symptoms, higher will be the rates of risk behaviours. It is verifiable that the questions regarding health and risk behaviours are important to understand the influence of family. The results point out the importance of an intervention in youngsters’ health that have a good connection with their family.
Description: Doutoramento em Ciências da Educação, Especialidade Educação para a Saúde
URI: http://hdl.handle.net/10400.5/3797
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