UTL Repository >
FMH - Faculdade de Motricidade Humana >
BFMH - Biblioteca da Faculdade de Motricidade Humana - Noronha Feio >
BFMH - Teses de Doutoramento / Ph.D.Thesis >

Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10400.5/3796

Title: Grupo de pares, comportamentos de risco e a saúde dos adolescentes portugueses
Authors: Tomé, Gina Maria Quinás
Advisor: Matos, Maria Margarida Nunes Gaspar de
Diniz, José Manuel Fragoso Alves
Keywords: Adolescentes
Bem-estar
Comportamentos de risco
Comportamentos de saúde
Grupo de pares
Influência do grupo de pares
Qualidade da amizade
Sentimentos pela escola
Solidão
Tipo de amigos
Issue Date: 2011
Abstract: O grupo de pares tem sido identificado como um dos contextos mais importantes para os adolescentes. O presente trabalho tem como objectivo compreender como o grupo de pares influencia os comportamentos de risco e de saúde dos adolescentes portugueses e identificar quais são as variáveis que mais contribuem para essa influencia. Para atingir esse objectivo foram realizados sete estudos, que através de objectivos diversos tentaram chegar ao objectivo geral proposto. Para todos os estudos a amostra utilizada foi a dos adolescentes participantes no estudo nacional realizado em Portugal Continental em 2006, parte integrante do estudo Europeu HBSC – Health Beaviour in School-Aged Children (www.hbsc.org; www.fmh.utl.pt/aventurasocial; www.aventura social.com; Matos et al., 2006). O estudo Português incluiu alunos dos 6º, 8º e 10º anos do ensino público regular com média de idades de 14 anos (DP=1.89). A amostra nacional é constituída por 4877 estudantes. Os resultados obtidos nos estudos um e dois revelaram que o grupo de pares influencia o envolvimento em comportamentos de risco e de saúde dos adolescentes, quando comparados com o relacionamento dos adolescentes com os pais. Os pais surgem em ambos os estudos como mais protectores para a saúde dos adolescentes. No estudo três observou-se que a falta de amigos pode agir como risco para o maior envolvimento em comportamentos relacionados ao consumo de tabaco, álcool ou substâncias ilícitas. Que os adolescentes com menos amigos são mais infelizes, estão menos satisfeitos com a vida e têm menor bem-estar. Já no estudo quatro tentou-se verificar se a qualidade da amizade pode potenciar a influência positiva do grupo de pares e encontrou-se que os adolescentes com mais amigos com qualidade, dentro ou fora da escola, têm menor Resumo XII envolvimento em comportamentos de risco (consumo de tabaco, álcool e substâncias ilícitas), têm menor envolvimento em comportamentos de bullying, enquanto vítimas e provocadores, gostam mais da escola, são mais felizes, estão mais satisfeitos com a vida e têm maiores níveis de bem-estar. Os resultados dos estudos cinco e seis indicam que a influência dos pares ocorre em ambos os géneros, não se verificam evidências que as raparigas sejam mais resistentes à influência do que os rapazes. Quando o grupo de pares tem mais comportamentos de risco a influência surge como mais negativa, enquanto se os amigos têm mais comportamentos de protecção a influência tende a ser mais positiva. A monitorização parental é introduzida em ambos os estudos como variável moderadora da influência dos pares, no entanto o seu efeito moderador só é visível para os sintomas físicos e psicológicos e quando separamos as análises por géneros o seu efeito surge também nos comportamentos de violência. No estudo final (estudo sete) realizou-se um modelo explicativo da influência dos pares, onde se observa que a variável com maior impacto para o menor envolvimento em comportamentos de risco é ter menos amigos com comportamentos de risco. Ter amigos com comportamentos de protecção surge com maior impacto no menor envolvimento em comportamentos de violência. A comunicação com os pais foi a única variável com efeito mediador entre a relação dos adolescentes com os pares e os comportamentos analisados, no entanto esse efeito surge somente para o menor envolvimento em comportamentos de violência (num sentido inverso) e para o bem-estar. Com este trabalho concluímos que os pares têm grande impacto nos comportamentos de risco e de saúde dos adolescentes portugueses. Que a sua influência surge como protectora para o envolvimento em comportamentos de risco quando os amigos têm Resumo XIII menor envolvimento nesses comportamentos ou maior envolvimento em comportamentos de protecção e que potenciam o bem-estar e a saúde quando a comunicação com os amigos é fácil e a amizade é considerada como de qualidade e os amigos têm mais comportamentos de protecção. Com base nos resultados encontrados são adiantadas recomendações a nível da intervenção com os jovens na família, na escola e na comunidade.
The peer group has been identified as one of the most important context for adolescents. The aim of this study is to understand how the peer group influences behaviours of risk and health in Portuguese adolescents and to identify which are the variables that most contribute to this influence. To achieve this objective, seven studies were carried out with several goals. To every study, the sample used were adolescents who participated in the national study that took place in 2006, part of the European study HBSC – Health Beaviour in School-aged Children (www.hbsc.org; www.fmh.utl.pt/aventurasocial; www.aventura social.com; Matos et al., 2006). The Portuguese study included students from the 6th, 8th and 10th grades from public school with an average age of 14 years old (SD=1.89). The national sample is composed by 4877 students. The obtained results of studies one and two, showed that the peer group influences the involvement in risk behaviour and in adolescents’ health, when compared with the relationships of adolescents with their parents. In both studies, parents rise as guardians to the health of adolescents. In study three, it was observed that the lack of friends can act in the involvement of behaviours associated to alcohol consumption, tobacco and illegal substances. It was also observed that adolescents with fewer friends are unhappier, are less satisfied with life and have a lower well-being. In study four, it was confirmed that friendship can positively influence in the peer group and it was found that adolescents with more quality friends, inside and outside of school, have a lower involvement in risk behaviour (tobacco, alcohol and illegal substance consumption), have a lower involvement in bullying behaviours, as victims and inducers, they enjoy school, are more happy, they are satisfied with life and have higher levels of well-being. The results of study five and six indicate that peer influence occurs in both genders. When the peer group has more risk behaviours, the influence rises as more negative, while if friends have protective behaviours, the influence will be more positive. Parental monitoring is introduced in both studies as a moderator variable in peer influence. However, their moderator effect is only visible in physical and psychological symptoms and when separated in analyses by gender, its effect rises in behaviours of violence. In the final study (study seven), an explanatory model of peer influence was performed, where is visible that a variable with the higher impact in the lower involvement in risk behaviours is not having friends with risk behaviours. Having friends with protective behaviours emerges as an important factor with an impact in less involvement in violent behaviours. Communication with parents was the only variable with a mediator effect in the teenager relationship with peers and in the behaviours analysed. However, this effect only rises in the lower involvement in violent behaviours (in an inverse sense) and in the well-being. We conclude that peers have a great impact in risk behaviours and in the health of Portuguese adolescents. Their influence rises as protective towards the involvement in risk behaviours when his friends have as lower involvement in these behaviours, or a higher involvement in protective behaviours and they induce well-being and health when the communication with friends is easy and the friendship is considered as a good quality one and his friends have more protective behaviours. Based on these results a few recommendations are drawn regarding interventions with young people in the families, in the schools and in the community.
Description: Doutoramento em Ciências da Educação, Especialidade Educação para a Saúde
URI: http://hdl.handle.net/10400.5/3796
Appears in Collections:BFMH - Teses de Doutoramento / Ph.D.Thesis

Files in This Item:

File Description SizeFormat
gina tome tese doutoramento.pdf1.32 MBAdobe PDFView/Open
Statistics
FacebookTwitterDeliciousLinkedInDiggGoogle BookmarksMySpaceOrkut
Formato BibTex mendeley Endnote Logotipo do DeGóis 

Items in DSpace are protected by copyright, with all rights reserved, unless otherwise indicated.

 

 
Estamos no RCAAP Governo Português separator Ministério da Educação e Ciência   Fundação para a Ciência e a Tecnologia

Financiado por:

POS_C UE