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Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10400.5/3530

Title: Estudo da relação entre a obesidade e a hipertensão em cães
Authors: Fazenda, Maria Inês Nunes
Advisor: Armés, Henrique Mário da Silva
Pomba, Maria Constança Matias Ferreira
Keywords: Obesidade
Tecido adiposo
Adipocina
Hipertensão arterial sistémica associada à obesidade
Canídeos
Obesity
Adipose tissue
Adipokine
Systemic arterial hypertension associated with obesity
Canines
Issue Date: 2009
Publisher: Universidade Técnica de Lisboa. Faculdade de Medicina Veterinária
Citation: FAZENDA, M. I. N. (2009). Estudo da relação entre a obesidade e a hipertensão em cães. Dissertação de Mestrado. Universidade Técnica de Lisboa, Faculdade de Medicina Veterinária, Lisboa.
Abstract: Nos países desenvolvidos, a prevalência do excesso de peso e da obesidade tem vindo a aumentar a uma taxa alarmante, tanto em humanos como na população canina. O termo “epidemia” é já comummente aplicado a esta realidade. Para os Médicos Veterinários, a obesidade é uma das condições patológicas mais simples de diagnosticar, a maioria fazendo-o unicamente através da inspecção visual. Contudo, a subjectividade inerente a esta práctica faz deste um método pouco útil numa perspectiva clínica. Estimar a percentagem de massa gorda é o procedimento mais exacto para um diagnóstico de obesidade. A obesidade não se resume apenas a um estado patológico de excesso de peso. A Organização Mundial da Saúde define a obesidade humana como a acumulação excessiva de gordura no organismo que induz consequências nefastas para a saúde. Tal como nos humanos, os cães são também susceptíveis às múltiplas e variadas consequências na saúde devido à obesidade, entre elas a hipertensão arterial sistémica. Os mecanismos pelos quais a obesidade induz hipertensão não estão completamente esclarecidos, mas são vários os mecanismos propostos que incluem a retenção anormal de sódio, excesso de actividade do sistema nervoso simpático, hiperactivação do sistema renina-angiotensina-aldosterona, alterações vasculares, secreção de factores de estimulação mineralocorticóide e acumulação intra-abdominal de gordura. Em 1994, a descoberta da leptina, um factor de saciedade produzido predominantemente pelo tecido adiposo e essencial no controlo do apetite e do balanço energético, levou a uma reclassificação do tecido adiposo como um órgão endócrino. O termo “adipocina” foi universalmente adoptado para descrever uma proteína que é secretada nos (e sintetizada pelos) adipócitos. Esta pode actuar localmente (efeito autócrino ou parácrino) e sistemicamente (efeito endócrino), influenciando uma variedade de sistemas biológicos. A implicação de diversas adipocinas na modulação de algumas alterações neurohormonais que conduzem ao aumento da pressão arterial sistémica na obesidade, foca a importância do tecido adiposo como órgão endócrino. Foi realizado um estudo clínico com uma amostra de 30 cães, divididos em dois grupos, de acordo com a classificação da condição corporal segundo o modelo do índice de massa corporal canino proposto por Muller et al. (2008): Grupo O – obesos; Grupo EP – excesso de peso. Da medição da pressão arterial, utilizando o método Doppler modelo 811-BL (Parks Medical Electronics), foram registados aumentos na pressão sistólica em cães com excesso de peso e obesidade, com uma frequência de hipertensão de 43,3%.
ABSTRACT - Study of the relation between obesity and systemic arterial hypertension - In developed countries, the prevalence of overweight and obesity has been increasing at an alarming rate, in both humans and canine population. The term “epidemic” is now commonly applied to this reality. For Veterinarians, obesity is one of the pathological conditions easier to be diagnosed, the majority doing so only by visual inspection; however, the subjectivity inherent in this practice makes this a useless method in a clinical perspective. Estimate the percentage of fat mass is the most accurate procedure for a diagnosis of obesity. Obesity is not just a pathological condition of excess weight. The World Health Organization defines human obesity as an excessive accumulation of fat in the body that induces adverse effects on health. As in humans, dogs are also liable to multiple and varied effects on health due to obesity, including systemic arterial hypertension. The mechanisms by which obesity induces hypertension are not completely understood, but there are several proposed mechanisms including abnormal sodium retention, overactivity of the sympathetic nervous system, hyperactivation of the renin-angiotensin-aldosterone system, vascular disorders, secretion of mineralocorticoid-releasing factors and accumulation of intra-abdominal fat mass. In 1994, the discovery of leptin, a satiety factor produced predominantly by adipose tissue and essential in controlling appetite and energy balance, led to the reclassification of adipose tissue as an endocrine organ. The term “adipokine” was universally adopted to describe a protein that is secreted from (and synthesised by) adipocytes. It can act locally (autocrine or paracrine effect) and systemically (endocrine effect), influencing multiple biological systems. The implication of several adipokines in the modulation of some neurohormonal changes that led to increased systemic blood pressure in obesity focuses the importance of adipose tissue as an endocrine organ. It was conducted a clinical study with a sample of 30 dogs, divided into two groups according to the classification of body condition in the canine body mass index model proposed by Muller et al. (2008): Group O – obese; group EP – overweight. When measuring blood pressure using the Doppler method model 811-BL (Parks Medical Electronics), it has been recorded an increase in blood pressure in overweight and obese dogs, with a hypertension frequency of 43, 3%.
Description: Dissertação de Mestrado Integrado em Medicina Veterinária
URI: http://hdl.handle.net/10400.5/3530
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