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Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10400.5/3303

Title: Design e herança cultural."Pensar local" para "agir global
Authors: Gutierrez, Maria José Rocha
Advisor: Oliveira, Maria Leonor Morgado Ferrão de
Keywords: Cultura material
Competitividade
Globalização
Portugal
Material Culture
Design
Competitiveness
Globalisation
Issue Date: Dec-2010
Publisher: Universidade Técnica de Lisboa. Faculdade de Arquitectura
Citation: GUTIERREZ, Maria José Rocha - Design e herança cultural."Pensar local" para "agir global. Lisboa : FAUTL, 2010. Tese de Mestrado
Abstract: A dissertação versa sobre a relação entre design de produto e herança cultural portuguesa. A (aparente) perda de identidade pessoal dos indivíduos e a uniformização dos objectos, promovidas pelos estilos de vida das sociedades ocidentais, poderão indiferenciar os traços de cada cultura. Projectar produtos com reflexos culturais das zonas onde são produzidos (ou consumidos / utilizados) permite estabelecer uma ligação emocional entre consumidores e objectos, o que pode ser decisivo para a competitividade da produção nacional. Tendo presente este aspecto, pretende-se avaliar a importância e o interesse da presença da herança cultural portuguesa nos processos de design em Portugal, favorecer a competitividade dos produtos nacionais à escala global e demonstrar que a sua competitividade depende de um conjunto de factores, dos quais faz parte a valorização da cultura local (pensar local para agir global). Por fim, coloca-se em evidência a responsabilidade social do designer como criador e transmissor de cultura. Para provar a hipótese, desenhou-se uma metodologia baseada na crítica literária e na observação directa de - sistema de Grão e projectofabrico próprio do estúdio Pedrita, e o projecto A vida Portuguesa de Catarina Portas. estes estudos de caso permitem analisar alguns conceitos para observar se é possível falar de um design português ou se existe, apenas, um design pensado e executado no território nacional. Como é conhecido, Portugal acolheu tardiamente a industrialização e de modo incompleto. A insistência na reprodução de modelos importados e os reduzidos investimentos na qualificação da mão-de-obra colocaram a maioria dos produtos portugueses (leia-se feitos em Portugal) num patamar muito pouco competitivo à escala global. Dito de outro modo, a sua competitividade assentou nos custos reduzidos com a força de trabalho, aspecto que se reflectiu, de modo positivo, no preço final, e no apuro de execução (a famosa frase "Portugal faz bem" posiciona-se nesta linha de actuação). Tanto as empresas industriais como as instâncias governamentais só muito tardiamente começaram a compreender que este modo de actuação assente no saber fazer (e não no saber pensar) não tinha mais condições para competir internacionalmente, nem mesmo nos nichos de mercado pouco exigentes. tanto no anterior paradigma, assente na cópia e na mão-de-obra barata e pouco qualificada, como no seu sucedâneo, assente na execução de encomendas colocadas por clientes estrangeiros, é impossível falar de uma identidade do Design Português: alguma coisa mudou, entertanto, mas não o suficiente para ter provocado uma mudança de paradigma nos modos de operar e, consequentemente, no reposicionamento dos produtos industriais portugueses. Assim, para alcançar um nível qualitativo que dê à produção nacional a possibilidade de competir em mercados saturados e de concorrência apertada, torna-se fundamental saber rentabilizar os recursos disponíveis ou a disponibilizar - económico, humanos e culturais. A herança cultural é um recurso (material e imaterial) valioso, que o design nacional não deve ignorar. O conhecimento da simbólica que podemos designar de portuguesa - cores, formas e símbolos - e a sua utilização devidamente transposta para novos contextos e quadros de vida contêmporâneos pode consistir numa mais-valia muito significativa para o design nacional. A nossa investigação permitiu concluir que no contexto industrial português, é possível e desejável fazer valer o conceito de manufactura industrial por ser um elemento de diferenciação dos produtos portugueses à escala global.
This dissertation focuses on the relationship between design and portuguese cultural heritage. The [apparent] loss of personal identity and objects homogeneity, promoted by Western lifestyles, contribute to the loss of cultural identity. Designing products with cultural values can help the consumer (user) to form emotional links between them and the products, and this aspect can be important for their competitiveness.Having this aspect in mind, the aim of this study is assess the importance of portuguese cultural heritage references in the design processes at Portugal, as well as is to show that the competitiveness of products on a global scale depends on a number of factors, wich include the appreciation of local culture (think local to act global). This investigation project will also emphasize the social responsability of the designer as a creator and transmitter of culture. The methodology is base on literature review and selected case studies - Grão system and Fabrico Próprio By Pedrita Studio and a Vida Portuguesa project by Catarina Portas - and allowed to examine some concepts to see if we can identify a portuguese design or if only exists projects that are simple thought and produced in Portugal, where industrialization was discontinuousand delayed process. The insistence on reproducing foreign models and the reduced investments on skilled manpower have placed the majority of portuguese products (read: made in Portugal) on a low level at a global markets. In other words, its competitiveness was based aon low-cost labour force, an aspect that reflected itself on final price and on quality of execution. Industrial and governamental companies slowly began to understand that this mode of action - based only on the Know-how and low price - was no longer able to compete at international markets. In this context it's impossible to speak of a portuguese design identity. Meanwhile something has changed but not enough to modify the industrial mentality and, consequently, the repositioning of portuguese industrial products. So to reach level that gives us more chances to complete in saturated markets and tight competition, it becomes essencial to know how to manage the resources - econimic, human and cultural heritage (material and immaterial) is a resource that design shouldn't ignore. The knowledge of what can be called portuguese symbolism - colours, shapes and symbols - and the conscentious adaptation into new contexts and frameworks may consist in a significant asset to national design. Our investigation concleded that within the portuguese industrial context it is possible and desirable to enforce the concept of industrial manufacturing as distinguishing feature of portuguese products on a global scale.
Description: Tese de Mestrado em Design de Produto
URI: http://hdl.handle.net/10400.5/3303
Appears in Collections:BFA - Teses de Mestrado
DPAUD - Tese de Mestrado

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