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Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10400.5/2893

Title: Relação entre apresentação clínica, carga viral e a titulação de anticorpos na peritonite infecciosa felina
Authors: Mota, Ana Luísa Deodato Ribeiro
Advisor: Almeida, Virgílio da Silva
Pontes, Joana Vidal
Keywords: PIF
FCoV
Vasculite
Carga Viral
Resposta Imunitária
FIP
Vasculitis
Viral load
Immune response
Issue Date: 30-Nov-2010
Publisher: Universidade Técnica de Lisboa. Faculdade de Medicina Veterinária
Citation: MOTA, A. L. D. R. (2010). Relação entre apresentação clínica, carga viral e a titulação de anticorpos na peritonite infecciosa felina. Dissertação de Mestrado. Universidade Técnica de Lisboa, Faculdade de Medicina Veterinária, Lisboa.
Abstract: A Peritonite Infecciosa Felina (PIF) é uma doença sistémica, mais frequente em animais jovens e gatos provenientes de gatis, provocada pelo Coronavírus Felino (FCoV), um vírus RNA cadeia simples sentido positivo com envelope. A proteína S viral permite a diferenciação entre os dois serótipos do FCoV. O vírus é transmitido por via fecal-oral, atinge os enterócitos, onde se multiplica. O modo peculiar de replicação viral facilita o surgimento da mutação essencial, que cria a forma virulenta do FCoV, o vírus da Peritonite Infecciosa Felina (FIPV). A resposta imunitária celular é a única eficaz contra o FIPV. A resposta humoral não o é, podendo mesmo contribuir para o desenvolvimento da doença. A presença de derrames é característica da forma exsudativa da PIF, manifestando-se por dilatação abdominal e dispneia. Outros sinais menos específicos, como palidez das mucosas, icterícia, febre moderada ou anorexia e prostração costumam estar presentes. Na forma seca são comuns os sinais oculares e neurológicos, e também outros sinais inespecíficos. A PIF não induz alterações analíticas, sendo mais frequentemente notado anemia ligeira, linfopénia e hiperglobulinémia. Qualquer análise feita no derrame tem maior valor diagnóstico que no sangue. O diagnóstico definitivo só é possível através da detecção do FCoV em biópsias ou citologias por imunohistoquímica ou imunofluorescência. Existem, porém, testes laboratoriais que são relevantes e muito utilizados para se estabelecer um diagnóstico de PIF como o rácio A:G, o teste de Rivalta, o RT-PCR e a titulação de anticorpos. Actualmente ainda não existe tratamento eficaz no combate à doença, sendo o desfecho invariavelmente fatal. A melhor forma de prevenir a PIF é evitar a infecção pelo FCoV, uma vez que também não existe vacinação útil. A pequena amostra investigada neste estudo não permitiu atingir os objectivos, embora se tenha constatado uma tendência para gatos com PIF e com uma maior diversidade de sinais clínicos, apresentarem cargas virais mais elevadas quer nas fezes quer no líquido de derrame. Sugere-se a continuidade do estudo para confirmar esta tendência e para avaliar a resposta imunitária associada. O FCoV serótipo I foi o mais encontrado nos gatos doentes, isolado ou em co-infecção com o serótipo II.
ABSTRACT - Title: Association between clinical presentation, viral load and antibody titre in Feline Infectious Peritonitis - Feline Infectious Peritonitis (FIP) is a systemic disease, more common in young animals and cats from multi-cat households. The implicated agent is the Feline Coronavirus (FCoV), a positive sense single strand RNA enveloped virus. The S protein allows for the differentiation between the two virus serotypes. The FCoV is transmitted by faecal-oral route. Then the virus reaches the enterocytes where it replicates. The FCoV peculiar way to replicate facilitates the mutation which turns FCoV into its virulent form, the Virus of Feline Infectious Peritonitis (FIPV). The only way to defeat the virus effectively is through the cellular immune response. The humoral response can even contribute to the disease pathogenesis. The leakage of plasma leads to abdominal, thoracic and/or pericardial effusion, which are typical features of the FIP’s wet form. The effusions may result in abdominal distension and/or dyspnoea. Other unspecific signs such as pale or icteric mucosal, moderate fever, anorexia and lethargy, are often showed by the patient. In the dry form of the disease, ocular and neurological sings may be present, along with other non specific signs. This disease doesn’t have any characteristic analytic changes, although mild anaemia, lymphopenia and hyperglobulinemia are frequently reported. Any exam has better diagnostic value if it is carried out on the effusion rather than on blood. Immunostaining of the FCoV antigen in macrophages (within tissue or effusion) is the only way to reach the definitive diagnostic. Even though positive results in exams like the A:G ratio, Rivalta’s test and the determination of the antibody titre, reinforce the suspicion on FIP. Nowadays, there is neither an effective treatment nor a good vaccine. For these reasons the best way to avoid the fatal destiny of a cat with FIP is to prevent the infection with FCoV. We weren’t able to reach our main goals due to the small sample size of our sample. However we noticed that cats with FIP and more clinical signs showed higher viral load both in faeces and effusions. This experiment should continue to confirm this trend and to evaluate the associated immune response. The FCoV serotype I was the most frequently serotype found in cats with this disease, alone or associated with the FCoV serotype II.
Description: Dissertação de Mestrado Integrado em Medicina Veterinária
URI: http://hdl.handle.net/10400.5/2893
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