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Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10400.5/1576

Title: Alterações do diâmetro da veia cava caudal nas diferentes fases do ciclo respiratório, como um indicador não invasivo da volémia e correlação com a pressão venosa central
Authors: Monteiro, Carla Alexandra Almeida
Advisor: Luís, José Paulo Pacheco Sales
Félix, Nuno Manuel Mira Flor dos Santos
Keywords: Veia cava caudal
Pressão venosa central
Volémia
Corante azul de Evans
Caudal vena cava
Central venous pressure
Volemia
Evans blue dye
Issue Date: 13-Nov-2009
Publisher: Universidade Técnica de Lisboa. Faculdade de Medicina Veterinária
Citation: MONTEIRO, C. A. A. (2009). Alterações do diâmetro da veia cava caudal nas diferentes fases do ciclo respiratório, como um indicador não invasivo da volémia e correlação com a pressão venosa central. Dissertação de Mestrado. Universidade Técnica de Lisboa, Faculdade de Medicina Veterinária, Lisboa.
Abstract: Estimar a volémia é essencial para o tratamento de pacientes críticos. Tradicionalmente, tal foi conseguido através de parâmetros indirectos ou métodos invasivos, como a Pressão Venosa Central (PVC). Recentemente, vários estudos em seres humanos demonstraram que a avaliação cinética das alterações respiratórias da Veia Cava Caudal (VCC) através de Ultrassonografia (US) pode constituir um indicador confiável da volémia, apresentando ainda a vantagem adicional de se correlacionar com a PVC. O objectivo deste estudo foi avaliar se a mesma correlação ocorre em cães normovolémicos, hipervolémicos e hipovolémicos. Todos os procedimentos foram aprovados pelo Comité de Ética da FMV. Quatro cães machos de raça indeterminada, peso vivo 19,3 ± 1,28 kg, 6,5 ± 0,58 anos e em estado hígido baseado no exame físico e exames complementares (análises de sangue, radiografia de tórax, eletrocardiograma, ecocardiograma e teste negativo para dirofilariose). Após a sedação do animal (acepromazina e butorfanol), um cateter venoso central 16 G (Certofix ® DuoSB 715 B|Braun) foi colocado assepticamente na veia jugular e a PVC foi medida com um manómetro de água. A VCC foi avaliada através US em modo M, com uma sonda linear de 7,5 MHz no 11º-12º espaços intercostais, com os animais em decúbito lateral esquerdo, durante a inspiração e expiração, no ponto onde a VCC entra na cavidade torácica e o volume sanguíneo (VS) medido pelo método colorimétrico de azul de Evans. Três tempos experimentais foram estabelecidos: S1 (normovolémia), S2 (hipervolémia induzida com um bolus Tetraspan 60mg/ml B|Braun® 10ml/kg) e S3 (hipovolémia induzida com recolha de 10% do VS). Determinou-se: o diâmetro máximo e mínimo da VCC em corte longitudinal (VCCmax L e VCCmin L) e em corte transversal (VCCmax T e VCCmin T), o índice da VCC (VCCi) CVCi = [(VCCmax-VCCmin) / VCC Max)] x 100 em diversos pontos ao longo do tempo para a correlação com os valores da PVC por meio de regressão linear e correlação de Pearson. As medições da VCC foram realizadas em todos os cães. S1. As Médias e Desvio Padrão obtidas foram (Med±DP): PVC (cmH2O) 3,58±2,67; VCCmaxL 0,94±0,34; VCCminL 0,69±0,3; VCCmaxT 0,87±0,28; VCCminT 0,64±0,2cm VCCi L 27,34±8,9%; VCCi T 29,67±10,0% e VS 86,9±9,5 ml/kg. S2. (Med±DP): PVC 5,66±2,03cmH2O; VCCmaxL 1,49±0,39cm; VCCminL 1,25±0,4; VCCmaxT 1,37±0,37 cm; VCCminT 1,12±0,3; VCCi L 19,26±10,11; VCCi T 20,53±10,76 e VS de 117,7±8,6 ml/kg. S3. (Med±DP): PVC -1,04±1,36 cmH2O; VCCmaxL 0,63±0,24cm; VCCminL 0,39±0,2; VCCmaxT 0,76±0,29 cm; VCCminT 0,49±0,3 VCCi L 40,35±17,02; VCCi T 41,81±15,40 e VS de 82,7±4,1 ml/kg. A VCC correlaciona-se melhor com o VS do que a PVC com o VS.
ABSTRACT - Ultrasound evaluation of caudal vena cava diameter changes with breathing as an estimate of volemia and central venous pressure - Estimating volemia is essential for the care of critical patients. Traditionally this has been achieved through indirect parameters or invasive methods such as central venous pressure (CVP). Recently several human studies demonstrated that ultrasound (US) kinetic respiratory changes of caudal vena cava (CVC) can be a reliable indicator of the volemic state and that it also correlates with CVP. The aim of this study is to assess if the same correlation occurs in normovolemic, hipervolemic and hipovolemic dogs. All procedures were approved by the Faculty of Veterinary Medicine´s Ethical Committee. Four crossbred, male dogs, with average weight 19,3±1,28 kg, 6,5±0,58 years old and healthy based on physical examination and diagnostic tests (blood analyses, thorax x-ray, ECG, echocardiography, and negative testing for dirofilariosis) were used. There were three sets of experiments, S1, S2 and S3. After animal´s sedation (acepromazine and buthorfanol), a 16 G central venous catheter (Certofix® DuoSB 715 B|Braun) was aseptically placed in the jugular vein and CVP was measured with a water manometer. CVC was assessed through US, with 7,5 Mhz linear probe at the 11-12th intercostal spaces with animal in left lateral recumbence; diameter was recorded in inspiration and expiration, through M mode, at the point where CVC enters in the thoracic cavity. Blood volume (BV) was measured by the Evans Blue colorimetric method. In S1 the parameters were measured without any volume changes (normovolemia). In S2 hypervolemia was induced by Tetraspan (60mg/ml B|Braun®) bolus administration (10ml/Kg). In S3 10 % of the calculated BV was removed to induce hypovolemia. Several parameters were determined: CVC maximum and minimum longitudinal diameter (CVCmax L and CVCmin L), CVC maximum and minimum transversal diameter (CVCmax T and CVCmin T) and CVC index (CVCi) CVCi=(CVC max-CVC min) / CVC max x100 at several time points for correlation with CVP values through linear regression and Pearson’s correlation coefficient. The CVC measurements with US were achieved in all dogs. S1. The obtained averages for each parameter were (Media±SD): CVP 3,58±2,67 cmH2O; CVCmaxL 0,94±0,34cm; CVCminL 0,63±0,3; CVCmaxT 0,87±0,28 cm; CVCminT 0,64±0,2; CVCi L 27,34±8,89; CVCi T 29,67±9,96 and BV of 86,9±9,5 ml/kg. S2: (Media±SD): CVP 5,66±2,03cmH2O; CVCmaxL 1,49±0,39cm; CVCminL 1,25±0,4cm; CVCmaxT 1,37±0,37 cm; CVCminT 1,12±0,3cm; CVCi L 19,26±10,11%; CVCi T 20,53±10,76% and BV of 117,7±8,6 ml/kg. S3: (Media±SD): CVP -1,04±1,36 cmH2O; CVCmaxL 0,63±0,24cm; CVCminL 0,39±0,2cm CVCmaxT 0,76±0,29cm; CVCminT 0,49±0,3cm; CVCi L 40,35±17,02; CVCi T 41,81±15,40 and BV of 82,7±4,1 ml/kg. CVC correlates better with BV than PVC with BV.
Description: Dissertação de Mestrado Integrado em Medicina Veterinária
URI: http://hdl.handle.net/10400.5/1576
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