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Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10400.5/1005

Title: Hipertensão arterial felina
Authors: Carvalho, Vera Lúcia Almeida Brazão de
Advisor: Lobo, Luís Lima
Luís, José Paulo Sales
Keywords: Pressão arterial
Hipertensão felina
Lesão hipertensiva
Doppler
Oscilometria
Blood pressure
Feline hypertension
Endorgan damage
Oscillometry
Issue Date: 28-Jan-2009
Publisher: Universidade Técnica de Lisboa. Faculdade de Medicina Veterinária
Citation: CARVALHO, V. L. A. B. (2009). Hipertensão arterial felina. Dissertação de Mestrado, Universidade Técnica de Lisboa, Faculdade de Medicina Veterinária, Lisboa.
Abstract: Nos animais saudáveis a pressão arterial (PA) mantém-se dentro de um determinado intervalo de valores. Uma elevação anormal e persistente acima do limite máximo desse intervalo define-se como hipertensão sistémica, podendo determinar patologia com ou sem expressão clínica. A hipertensão sistémica é dividida em primária (ou essencial) e secundária. Apesar da hipertensão primária (sem causa subjacente) representar mais de 90% de todos os casos de hipertensão sistémica em humanos, a hipertensão secundária, com origem em determinadas doenças, representa praticamente todos os casos de elevação da PA nos animais de companhia. A insuficiência renal crónica (IRC) e o hipertiroidismo são as causas mais comuns de hipertensão felina, o que implica que os principais sintomas em gatos hipertensos sejam a poliúria/polidipsia (PU/PD), perda de peso e alterações no apetite. O aumento da PA pode ser observado nos estadios iniciais do processo de doença, contribuindo para o seu diagnóstico precoce. A medição da PA pode ser efectuada através de métodos directos (invasivos) ou indirectos (não invasivos), com recurso a aparelhos que incorporam um cuff compressivo (método Doppler e método oscilométrico), associados a diferentes níveis de confiança. Apesar do método intra-arterial ser o mais preciso na avaliação da PA, este é tecnicamente difícil e nem sempre se torna prático nos diferentes casos clínicos. A hipertensão tem efeitos adversos para o organismo, afectando sobretudo os órgãos mais vascularizados, nos quais se incluem os olhos (descolamento de retina, cegueira súbita), rins (insuficiência renal), coração (hipertrofia ventricular esquerda, sopros cardíacos, arritmias) e sistema nervoso central (depressão, letargia, convulsões). A normalização da PA e a reversibilidade das lesões orgânicas, quando possível, são os objectivos do tratamento. Este passa pelo controlo da doença primária, mas muitas vezes é necessário efectuar um tratamento adicional com medicação antihipertensiva. A amlodipina, um bloqueador dos canais de cálcio, tem sido bastante eficaz no tratamento da hipertensão felina, e a sua crescente popularidade expandiu o seu uso na área veterinária. A relutância na comunidade veterinária em adoptar a prática da medição da PA é atribuída à incerteza que envolve a definição de hipertensão, bem como a dúvidas acerca de quais os métodos indirectos fiáveis para medição da PA. Actualmente, os veterinários têm a capacidade técnica para medir a pressão sistólica (PS) e a pressão diastólica (PD) de forma não invasiva e com resultados fiáveis. Similarmente, os diversos estudos realizados permitem chegar a um consenso quanto aos valores de PA que determinam a necessidade de tratamento antihipertensivo e quais os melhores protocolos terapêuticos que visam atingir esse objectivo. Estes mais recentes desenvolvimentos justificam que o processo de medição da PA se torne parte integrante dos cuidados veterinários actuais.
ABSTRACT - In healthy animals blood pressure is maintained within a determined range of values. An abnormal and persistent increase above the upper limit of that range is defined as systemic hypertension, which can result in pathology with or without clinical significance. Systemic hypertension is divided into primary (or essential) and secondary hypertension. Although primary hypertension (without an underlying factor) accounts for more than 90% of all cases of hypertension in humans, secondary hypertension, with origin in certain diseases, accounts for almost all identified cases of elevated blood pressure in companion animals. Chronic renal failure and hyperthyroidism are the most common causes of feline hypertension, which implies that frequent symptoms in hypertensive cats may be polyuria/polydipsia, weight loss and alterations in appetite. An increase in the blood pressure can be seen in the early stages of disease process, allowing its early diagnosis. Measurement of the patient’s blood pressure can be done by direct means (invasively) or indirectly (non-invasively) by devices that incorporate a compressive cuff (Doppler and oscillometric techniques), with different confidence levels. Although measurement by an intra-arterial mean provides the most accurate measure of arterial blood pressure, this is technically difficult and is not always practical in clinical cases. Hypertension has adverse effects on the organism, mainly affecting irrigated organs, such as eyes (retinal detachment, acute onset of blindness), kidneys (renal failure), heart (left ventricular hypertrophy, systolic murmur, arrhythmias) and central nervous system (depression, lethargy, seizures). Normalization of blood pressure and reversal of existing end-organ damage, if possible, are the goals to strive for with institution of treatment. It should tempt correction of the underlying cause for the hypertension, but additional treatment with antihypertensive drugs may be necessary. Amlodipine, a calcium channel blocker, does appear to be very effective in decreasing arterial blood pressure in cats, and has gained widespread popularity that expanded its use in the veterinary clinical practice. The reluctance of veterinary community to embrace the practice of blood pressure measurement has been attributable to the uncertainty involving the definition of hypertension, as well as confusion about which indirect blood pressure measurement techniques are accurate. Actually, veterinarians have the technical capabilities to measure systolic and diastolic blood pressure non-invasively and reliably in small animal practice. Similarly, recent studies suggest a consensus about values that determine necessity of antihypertensive treatment and what are the best therapeutical protocols to achieve this goal. These recent events justify that blood pressure measurement should become an integral part of modern veterinary medical care.
Description: Dissertação de Mestrado Integrado em Medicina Veterinária
URI: http://hdl.handle.net/10400.5/1005
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