Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.5/942
Título: Retenção placentária na égua
Outros títulos: Retained fetal membranes in the mare
Autor: Silva, Gonçalo Manuel Teixeira de Almeida e
Orientador: Barbosa, Mário José Ferreira
Bernardes, Nuno Filipe Gomes
Palavras-chave: Égua
Secundinas
Retenção placentária
Placenta
Membranas fetais
Incidência
Etiologia
Tratamento
Mare
Retained fetal membranes
RFM
Incidence
Aethiology
Treatment
Data de Defesa: 23-Set-2008
Editora: Universidade Técnica de Lisboa. Faculdade de Medicina Veterinária
Citação: Silva, G.M.T.A. (2008). Retenção placentária na égua. Dissertação de Mestrado, Universidade Técnica de Lisboa, Faculdade de Medicina Veterinária, Lisboa.
Resumo: A retenção placentária na égua pode ser definida como a falha na expulsão de parte ou da totalidade dos anexos fetais, até três horas após o parto. A sua incidência situa-se entre os 2 e os 10% dos partos em cavalos de sela, contudo, considera-se que são as raças de tiro que estão mais predispostas. Vários factores podem influenciar esta incidência, de entre os quais se destaca a ocorrência de distócia, a idade da égua e a ocorrência de retenções placentárias anteriores. O mecanismo através do qual ocorre a retenção ainda não é claro. Contudo, uma debilidade na contractilidade uterina parece ser norma nestes casos. Outra hipótese aponta antes para uma deficiência na quebra das ligações de colagénio entre o alantocórion e o endométrio. A retenção placentária é em regra facilmente detectada mas pode passar despercebida até surgirem outras complicações, se a placenta retida não estiver exteriorizada. As sequelas observadas mais frequentemente são a metrite, a endotoxémia e a laminite. Os objectivos do tratamento da retenção são prevenir as sequelas e simultaneamente evitar perdas de eficiência reprodutiva da égua. Apesar de não ser aconselhada a beneficiação no “cio do poldro” de éguas que tiveram retenção placentária, se estas forem prontamente assistidas e tratadas a taxa de nascimentos conseguida é semelhante à de éguas sem retenção placentária. Este trabalho integra ainda a apresentação de três casos de retenção placentária em éguas Lusitanas, num universo de 104 partos. Às três éguas foi administrada ocitocina, antibiótico, anti-inflamatório não esteróide e foi feita a remoção manual da placenta, tendo-se observado metrite e acumulação de fluidos posteriormente em todos os casos. Não se observou laminite. As três éguas foram tratadas a intervalos de tempo diferentes, relativamente à hora do parto, o que pode ter tido influência nos resultados obtidos nesta época reprodutiva. Num dos casos não foi possível obter uma gestação durante a época reprodutiva em que ocorreu a retenção. Este documento pretende servir como um contributo para o correcto maneio da retenção placentária.
ABSTRACT In the mare the retained placenta may be defined as the failure to deliver the fetal membranes during the first three hours post-partum. The incidence of retained fetal membranes (RFM) varies from 2 to 10% of foalings. Various factors may influence this incidence as the occurrence of dystocia, the age of the mare and the existence of previous episodes of retained placenta. The mechanism by which it occurs is not clear yet, however inadequate uterine contractility seems to be a pattern in the retained placenta. Another explanation for this, points out towards a deficiency in breaking the collagen links between the chorioallantois and the endometrium. Retained placenta is usually easily detected, but it may pass unseen until secondary problems appear, if the membranes are not exposed trough the vulvar lips of the mare. The sequelae observed more often are metritis, endotoxemia and laminitis. The objectives of the treatments are to prevent sequelae and avoid the loss of reproductive efficiency of the mare. Using the foal heat in mares that had retained placenta is not advisable. However, the foaling rate of these mares is similar to the foaling rate of mares which did not have retained placenta, when the problem is detected and treated earlier. Moreover, in this work three cases of retained placenta, out of 104 foalings, in Lusitanien mares are presented. All the mares received oxytocin, antibiotics, non-steroidal antiinflammatory and manual removal of the placenta as treatment for the retained placenta, and all developed metritis and fluid accumulation later in the breeding season. Laminitis was not observed. The treatments of the three mares started at different periods after parturition, what may have caused the different results at the end of the breeding season. The main goal of this document is to make a contribution for the correct management of the retained placenta in the mare.
Descrição: Dissertação de Mestrado Integrado em Medicina Veterinária
URI: http://hdl.handle.net/10400.5/942
Aparece nas colecções:BFMV - Teses de Mestrado 2º. Ciclo

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