Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.5/900
Título: Diabetes mellitus em canídeos
Outros títulos: Diabetes mellitus in dogs
Autor: Grou, Isabel Maria Lampreia
Orientador: Ferreira, António José Almeida
Palavras-chave: Diabetes mellitus
Cão
Pâncreas
Insulina
Glicemia
Dog
Insulin
Glycaemia
Data de Defesa: 8-Out-2008
Editora: Universidade Técnica de Lisboa. Faculdade de Medicina Veterinária
Resumo: A diabetes mellitus é uma insuficiência absoluta ou relativa de insulina que resulta da deficiente secreção desta por parte das células pancreáticas ou da oposição à acção da insulina. A diabetes é uma das endocrinopatias mais frequentes no cão. Quando é diagnosticado com diabetes mellitus, o animal pode encontrar-se num estado dependente de administração exógena de insulina de insulina, em que as células já não produzem insulina, ou num estado de não dependente de insulina, em que as células ainda possuem alguma função residual. No cão, a diabetes mellitus dependente de insulina é uma patologia multifactorial. Alguns dos factores implicados na etiologia da doença são: predisposição genética, infecção, patologia que provoque antagonismo à insulina, fármacos, obesidade, insulite imunomediada e pancreatite. Todos os factores referidos desempenham um papel que culmina na perda de função das células , hipoinsulinemia, deficiência no transporte da glucose para o interior das células e aceleração do processo de gluconeogénese hepática e glicogenólise. A insuficiência em insulina provoca a diminuição da utilização da glucose, levando a hiperglicemia. A glucose, como é uma molécula pequena, é filtrada pelo glomérulo renal; quando a capacidade de reabsorção de glucose das células dos túbulos renais a partir do filtrado glomerular é excedida, ocorre glicosúria. A glicosúria provoca diurese osmótica, que leva a polidipsia. Como a entrada da glucose nas células do centro da saciedade é mediada pela insulina, o centro da saciedade não inibe o centro da alimentação. Os quatro sinais clássicos de diabetes são então poliúria, polidipsia, polifagia e perda de peso. O principal objectivo da terapêutica instituída é eliminar os sinais clínicos observados pelo dono, o que pode ser conseguido com uma administração ponderada de insulina, dieta, exercício e com a prevenção ou controlo de doenças inflamatórias, infecciosas, neoplásicas e endócrinas. As complicações mais frequentes são cegueira devido à formação de cataratas, pancreatite crónica e infecções recorrentes do tracto urinário, das vias respiratórias e da pele. Os animais diabéticos têm ainda o risco de desenvolver hipoglicemia e cetoacidose. A cetoacidose diabética é consequência da diabetes que resulta em formação de corpos cetónicos no fígado, em acidose metabólica, desidratação severa, choque e possivelmente morte. A maior parte dos cães diabéticos vive menos de 5 anos após o diagnóstico, sendo que os primeiros seis meses são decisivos para o controlo da doença. Com cuidados apropriados por parte dos donos, avaliações regulares por parte do veterinário e uma boa comunicação entre o cliente e o médico veterinário, muitos animais diabéticos podem levar vidas relativamente normais durante vários anos.
ABSTRACT - Diabetes mellitus, which is a very common endocrinopathy in the dog, is an absolute or relative insufficiency in the production of insulin by the pancreatic cells or an impaired sensitivity to the hormone or both. When diagnosed with diabetes mellitus some animal may need insulin therapy immediately, for their cells produce no insulin - insulin dependent diabetes mellitus, and some others may have a slower loss of function of cells - non-insulin dependent diabetes mellitus. The etiology of insulin dependent diabetes mellitus in the dog is multifactorial, being related to genetic susceptibility, infections, insulin resistance inducing disease, drugs, obesity, immune mediated insulitis and pancreatitis. All these factors lead to the functional loss of pancreatic cells, impaired transport of glucose into cells and enhancing the hepatic gluconeogenesis and glycogenolisis. The classic clinical signs of diabetes mellitus are polyuria, polydipsia, polyphagia and weight loss. The insulin deficiency leads to a decrease in glucose use and sequent hyperglycemia. Being a small molecule, glucose is filtrated in the renal glomérulos; when the ability of reabsorbing glucose of the tubular cells is overwhelmed, glycosuria occurs. Glycosuria leads to osmotic diuresis, which in turn leads to polydipsia. To enter the satiety center cells, glucose needs insulin. Without it, the satiety center never inhibits the hunger center. The treatment of diabetes aims to control the clinical signs described, and that con be achieved with insulin therapy, diet, exercise and prophylaxis and control of infectious, inflammatory, neoplastic or endocrine diseases. The most frequent consequences of diabetes mellitus in dogs are blindness as a consequence of diabetic cataracts, chronic pancreatitis and urinary tract, skin and upper respiratory tract infections. Diabetic dogs have an increased risk of developing hypoglycemia and ketoacidosis. Ketoacidosis leads to hepatic production of ketone bodies, metabolic acidosis, severe dehydration and even death. Most diabetic dogs live up to 5 years after they are diagnosed, the six first months being the most important ones. With proper care from the owner, regular reevaluations with the veterinarian and good communication between veterinarian and owner, the diabetic dog can have an ordinary life for several years.
Descrição: Dissertação de Mestrado Integrado em Medicina Veterinária
URI: http://hdl.handle.net/10400.5/900
Aparece nas colecções:BFMV - Teses de Mestrado 2º. Ciclo

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