Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.5/7553
Título: Lesões músculo-esqueléticas e factores de risco associados numa equipa de futebol profissional : estudo epidemiológico
Autor: Feijão, Vanessa Capelo
Orientador: Oliveira, Raúl Alexandre Nunes da Silva
Palavras-chave: Estudo epidemiológico
Factores de risco
Futebol
Incidência de lesão
Lesão
Prevenção de lesão
Data de Defesa: 2012
Citação: Feijão, Vanessa Capelo (2012) - Lesões músculo-esqueléticas e factores de risco associados numa equipa de futebol profissional : estudo epidemiológico. Dissertação de Mestrado. Universidade Técnica de Lisboa. Faculdade de Motricidade Humana.
Resumo: Objectivos: Determinar a prevalência e a incidência de lesões músculo-esqueléticas de jogadores seniores de futebol profissional, ao longo de duas épocas desportivas, caracterizar o seu padrão de ocorrência e analisar os potenciais factores de risco associados. Desenho do estudo: Estudo epidemiológico observacional/descritivo, longitudinal, de design prospectivo. Metodologia: O estudo seguiu as recomendações fornecidas pelo ICG do F-MARC, sobre definição de lesão e procedimentos de recolha de dados. A amostra foi constituída por 60 jogadores profissionais de futebol. No tratamento dos dados, foi utilizada estatística descritiva e inferencial [regressão univariada e bivariada, teste de associação Qui-quadrado ] e foi determinado o risco relativo estimado (Odds ratio); o nível de significância foi estabelecido para p<0,05 (intervalo de confiança 95%). Resultados e Discussão: Foram registadas 57 lesões, uma prevalência de 58,33% e uma incidência de lesão de 3,9 lesões/1000HE (2,43 lesões/1000HT e 11,91 lesões/1000HJ, quase cinco vezes superior em jogo), registando-se uma média de 0,95 lesões/jogador. A grande maioria das lesões ocorreu nos membros inferiores (92,98%), com a maior parte a ocorrer na coxa (42,22%) e joelho (22,81%), sendo que o diagnóstico mais comum foi lesão muscular (40,35%). A maior parte das lesões ocorreram durante a corrida/sprint (35,09%) ou colisão (31,58%), em treinos (50,88%), devido a overuse (61,40%) e sem contacto (68,42%). Quase metade das lesões (47,4%) implicou uma ausência inferior a uma semana, mas a maioria foi classificada como de gravidade moderada (38,6%). Os jogadores que sofreram mais lesões foram os defesas (38,6%). Um maior tempo de exposição nos jogos constituiu o principal factor de risco para lesão e o injury burden em jogos foi bastante superior ao dos treinos (160,99 dias de paragem/1000HE vs 25,94 dias de paragem/1000HE), o que sugere que a gravidade das lesões em jogo foi muito superior à das lesões em treino. Conclusões: O risco de lesão nas duas épocas foi elevado, com cerca de três em cada cinco jogadores a sofrer, pelo menos, uma lesão. Quase duas em cada três lesões afectaram o segmento funcional coxa/joelho, um dos mais solicitados no futebol. O futebol da actualidade implica exigências cada vez maiores aos jogadores (físicas, mentais e de exposição ao risco) que, associadas a potenciais factores de risco de lesão, podem levar à ocorrência de lesão, pelo que se recomenda um modelo de “gestão do risco”, que implica conhecer os factores de risco associados às lesões.
Descrição: Mestrado em Ciências da Fisioterapia
URI: http://hdl.handle.net/10400.5/7553
Aparece nas colecções:BFMH - Dissertações de Mestrado / Master Thesis

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