Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.5/696
Título: Melhoramento genético do Eucalipto: que impacto na realidade ?
Autor: Almeida, Maria Helena
Araújo, C.
Araújo, J.A.
Silva, Filipe Costa e
Neves, I.
Paiva, V.
Santiago, A.
Ribeiro, D.
Palavras-chave: eucalipto
eucalyptus globulus
melhoramento genético
produtividade
ganhos económicos
sector florestal
Data: Mai-2005
Editora: SPCF
Citação: Congresso Florestal Nacional, 5º, Viseu, 2005
Resumo: O Eucalyptus globulus pela sua importância económica, variabilidade disponível, rápido crescimento, floração relativamente precoce e características do lenho que permitem a obtenção de uma pasta celulósica de alta qualidade, tem beneficiado há cerca de 40 anos de um contínuo investimento nas actividades de melhoramento genético. O impacto destes programas de melhoramento na cultura do eucalipto está dependente do valor genético das plantas utilizadas, da proporção destas no total das plantações realizadas e do seu comportamento nas condições de campo. Estas condições dependem, por sua vez, do aperfeiçoamento das técnicas silvícolas e de um esforço continuado de gestão relativamente à alocação das plantas melhoradas, à técnica de instalação e ao modo de condução e exploração dos povoamentos de eucalipto. O desenvolvimento de técnicas de propagação do material melhorado em larga escala, quer seja por via seminal ou por propagação vegetativa, de forma a permitir arborizações com esta espécie a um preço competitivo, é ainda uma condicionante importante do sucesso de um programa de melhoramento florestal. Em Portugal são produzidos anualmente cerca de 12 milhões de eucaliptos, dos quais cerca de 3,5 milhões correspondem a plantas melhoradas, sendo destas cerca de 630 mil adquiridas pelos proprietários florestais privados. Apesar de ao material melhorado corresponder um acréscimo no custo das plantas seminais na ordem dos 25% e dos 100% para as plantas obtidas por via vegetativa, o acréscimo dos encargos totais da arborização por hectare varia apenas entre 2 e 4% (planta seminal) e entre 8 e 16% (planta clonal) relativamente à utilização de plantas não melhoradas consoante o modelo de silvicultura considerado. No entanto, mesmo com os importantes ganhos associados aos vários programas (20 – 60%) comparativamente com o material não melhorado, a adesão dos privados a esta oferta tem sido reduzida. Este facto deve-se muitas vezes a uma valorização pelos agentes económicos de um baixo custo de instalação em prejuízo da utilização de material melhorado, apesar de o tipo e qualidade da planta condicionar o lucro final que o proprietário irá obter. É pois necessário esclarecer e divulgar os factores que condicionam a utilização de material melhorado (sementes ou clones) nas arborizações, enfatizando a importância de este estar associado a uma silvicultura adequada, uma vez que o fenótipo está dependente não só do genótipo mas também do ambiente em que se encontra. Atendendo ao capital de conhecimento já existente no nosso País relativamente a esta espécie,há a possibilidade real de continuar a ampliar os ganhos em produtividade e em qualidade da fibra a médio e longo prazo, através da acção conjunta do melhoramento genético e das práticas culturais, planificadas por uma gestão com objectivos claros.
Descrição: Congresso Florestal Nacional: a floresta e as gentes - Actas das Comunicações
URI: http://hdl.handle.net/10400.5/696
Aparece nas colecções:CEF - Comunicações em Actas de Conferências

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