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Título: O papel dos governos na crise económico-financeira de 2088 a 2011: os casos de Portugal, Islândia e Bélgica
Autor: Poeiras, Patrícia de Jesus Carvalho
Orientador: Patrício, Raquel Cristina de Caria
Palavras-chave: Governo
Capacidade e autonomia dos governos
Crise económico-financeira
Government
Governments’ capability and autonomy
Economic and financial crisis
Data de Defesa: 8-Out-2013
Editora: Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas
Resumo: Esta dissertação de Mestrado pretende analisar o papel dos governos da Islândia, da Bélgica e de Portugal na atual crise económico-financeira, procurando auferir se os mesmos foram atores determinantes na gestão dessa crise no período de 2008 a 2011, através do método explicativo comparativo. A premissa central do trabalho assenta na diferença fundamental que distingue a Islândia dos dois Estados-membros da União Europeia (UE) e da Zona Euro, a Bélgica e Portugal. Para estes, os instrumentos de política económica são escassos, dada a existência de políticas comuns que limitam a sua margem de manobra, designadamente em função dos objetivos comuns de consolidação orçamental. Situação a que a Islândia não está sujeita, por não integrar, nem a UE, nem a Zona Euro. Daqui derivam as premissas secundárias, traçadas tendo em conta os objetivos da investigação e a pergunta de partida: 1) a capacidade dos governos moldarem a política monetária revela-se um fator determinante para a gestão da crise económico-financeira; 2) a capacidade de cada governo para definir o nível de austeridade das medidas adotadas é um fator determinante para a gestão da crise económico-financeira; 3) o facto de Portugal e a Bélgica pertencerem à UE e à Zona Euro é um fator limitativo da ação dos governos, o que tem atrasado os processos de recuperação económico-financeira. O estudo permite concluir que o papel desempenhado por estes governos revelou-se fundamental na gestão da atual crise no período considerado, uma vez que a Islândia, ao não pertencer à UE e à Zona Euro, detém uma capacidade de adotar políticas monetárias e definir o grau de austeridade que os governos da Bélgica e de Portugal, como Estados-membros da UE e da Zona Euro, não têm. O facto de a Bélgica ter estado sem governo formal por mais de 500 dias, mergulhando numa grave política, não desvirtua a conclusão relativa à importância dos governos na gestão da crise em causa, uma vez que a não entrada do país na crise económico-financeira resultou das especificidades da sua economia.
This Master Thesis aims at analyzing the role developed by the governments of Iceland, Belgium and Portugal during the current economic and financial crisis in order to determine if these governments were important actors in managing this crisis within the years 2008 and 2011, through the explanatory comparative method. The central premise of this work is based on the fundamental difference that distinguishes Iceland from the two Member States of the European Union (EU) and the Eurozone, Belgium and Portugal. For the last two, the economic policy instruments are scarce, given the existence of common policies that limit their action capacity, particularly in the light of the common objectives of fiscal consolidation. Iceland is not subjected to this situation, given the fact of not being integrated, nor in the EU, nor in the Eurozone. It is therefore possible to identify the secondary premises, drawn taking into account the objectives of the investigation and its starting question: 1) the ability of governments shaping monetary policy has proved to be a determining factor for the management of the economic and financial crisis, 2) the ability of each government to set the level of austerity measures adopted has been a determining factor in the management of the economic and financial crisis, and 3) the fact that Portugal and Belgium belongs to the EU and the Eurozone is a factor that has limited the action capacity of these governments, which has delayed the processes of economic and financial recovery. This study concludes that the role played by these governments has proved to be essential in managing the current crisis within the considered period, since Iceland does not belong to the EU nor to the Eurozone and thus has the capacity to adopt monetary policies and define the degree of austerity of the adopted measures; capacities that the governments of Belgium and Portugal, as Member States of the EU and the Eurozone, have not. The fact that Belgium has been without formal government for over more than 500 days, plunging into a serious political crisis, does not alter the conclusion regarding the importance of governments in managing the crisis in question, since the non-entry of the country in the economic and financial crisis resulted from the specificities of its economy.
Descrição: Tese de Mestrado em Gestão e Políticas Públicas
Peer review: no
URI: http://hdl.handle.net/10400.5/6601
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