Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.5/6570
Título: O Smart Power da Austrália nas Ilhas do Pacífico: 2000‐2012
Autor: Reis, Susana Margarida Gonçalves
Orientador: Graça, Pedro Borges
Palavras-chave: Austrália
Ilhas do Pacífico
Smart power
Hard power
Soft power
Estratégia
Australia
Pacific Islands
Smart power
Hard power
Soft power
Strategy
Data de Defesa: 22-Jan-2014
Editora: Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas
Resumo: A Austrália é a grande potência do Pacífico insular, independentemente dos seus complexos de isolamento e singularidades identitárias. Trata-se de um truísmo consubstanciado pelo gigantismo territorial, militar e económico da Austrália, tornando-a incontornável na região, a ponto de ter sido denominada de “Deputy-Sheriff” do Pacífico (expressão que sintetiza, igualmente, o facto de manter uma relação simbiótica com os EUA). Todavia, o sobredimensionamento comparativo da Austrália face ao Pacífico terá levado, cremos, ao excessivo uso de instrumentos de hard power (relacionados com os meios militares e económicos), em particular entre 2003 e 2007, em detrimento de uma utilização balanceada de mecanismos de soft (indutores de cooptação e influência sem coação) e de hard power, colocando, porventura, em causa os objetivos estratégicos australianos, numa região tida como uma espécie de barreira de proteção do continente-ilha. Utilizando o conceito de smart power, de Joseph Nye, que consiste no uso contextualizado de instrumentos de soft e hard power consoante os objetivos fixados – definição que consideramos próxima e menos completa do que o conceito de Estratégia delineado na academia portuguesa –, procuramos avaliar de que modo a Austrália tem vindo a manter ou não a sua influência numa região do mundo em que a tirania da distância parece ter sido ultrapassada pela tirania da proximidade face ao novo centro geopolítico mundial: a Ásia-Pacífico.
Australia is the great power of the Pacific Islands, despite her isolation and identity specificities. This affirmation is a truism based on the territorial, military and economical gargantuan dimensions of Australia, inescapable in the region, until the point it was named Deputy-Sherriff (an expression which also synthesizes the symbiosis maintained with the USA). However, we believe that the comparative gigantism of Australia might have led the State to excessively use hard power instruments (connected to military and economic tools), particularly between 2003 and 2007, instead of using soft power (inducing cooption and influence without coercion) and hard power instruments in a balanced way, perhaps putting into question the Australian strategic goals, in a region that works like a protection barrier to the island-continent. Making use of Joseph Nye’s smart power concept, which means the contextualized use of soft and hard power instruments, according to the determined goals – a definition which we think to be close and even less complete than the concept of Strategy made by the Portuguese Academia –, we attempt to evaluate how Australia has been able to maintain or not her influence over a region where the tyranny of distance seems to have been overcome by the tyranny of proximity towards the new geopolitical center of the world: the Asia-Pacific.
Descrição: Tese de Mestrado em Estratégia
Peer review: no
URI: http://hdl.handle.net/10400.5/6570
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