Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.5/6279
Título: China : câmbios e estratégia
Autor: Reis, Pedro Miguel Ribeiro dos
Orientador: Silva, Joaquim Ramos
Data de Defesa: 2013
Editora: Instituto Superior de Economia e Gestão
Citação: Reis, Pedro Miguel Ribeiro dos. 2013. "China : câmbios e estratégia". Dissertação de Mestrado. Universidade de Lisboa. Instituto Superior de Economia e Gestão.
Resumo: O conceito da "Guerra de Câmbios" tem suscitado grande discussão na comunidade internacional, com grande discordância acerca da linha de ação a tomar para corrigir uma situação que atrofia o crescimento e desenvolvimento económico em todo o planeta. A China tem sido um dos maiores protagonistas da polémica em que esta "Guerra de Câmbios" está envolta, com os Estados Unidos a apresentarem-se como uma das principais vozes contra o baixo valor real da moeda chinesa. A verdade é que a China injetou grandes quantidades de moeda na economia, através de agentes privados e expressou sempre uma vontade política de controlar a taxa de câmbio do renminbi em relação ao dólar norte-americano. Resta saber se existe ou existiu uma guerra de câmbios e que vantagens retirou a China desse evento. À luz de autores como Clausewitz e Sun Tzu, verifica-se que apelidar a depreciação competitiva, Truman (2009), de guerra de câmbios é um abuso de linguagem grave, pela importância e seriedade inerentes a algo tão profundo como a guerra. A chamada "Guerra de Câmbios" é, no fundo, uma técnica de guerra, inserida numa estratégia de guerra total. É aquilo a que se chama de financial warfare, Liang & Xiangsui (1999), um modo de fazer a guerra, utilizando um novo conceito de arma. Com as sucessivas intervenções no mercado de câmbios, a China conseguiu criar uma relação de dependência entre si e os Estados Unidos, através da acumulação de moeda e dívida norte-americana e tornando-se o principal fornecedor do estilo de vida americano. A China definiu o seu caminho para a primeira linha do mapa geopolítico mundial e percorreu-o sem olhar para trás. Resta saber se e quando cortará a sua ligação aos Estados Unidos, para se assumir definitivamente como a maior potência mundial.
The concept of "Currency War" has been in discussion in the international community, with great disagreement as to which course of action to take, to correct a situation that staggers the growth and economic development all over the planet. China has been one of the bigger protagonists of the controversy, in which the "Currency War" is enveloped in, with the United States presenting themselves as one of the main voices against the low real value of Chinese currency. The truth is, China injected large amounts of currency into the economy through private agents, and has always expressed the political intention of controlling the exchange rate between the Renminbi and the U.S. Dollar. What's left to know, is if there exists a "Currency War" and what benefits did China take from it. In light of authors such as Clausewitz and Sun Tzu, we verify that naming competitive depreciation, Truman (2009), "Currency War" is a serious abuse of language, given the importance and serenity inherent to something so profound as war. The so called "Currency War" is at heart a technique of war, inserted in a strategy of total war. It is what is called “financial warfare”, Liang & Xiangsui (1999), a way to make war, using a new concept of weapon. With successive interventions in the exchange market, China has been able to develop a relation of total dependency between itself and the United States, through accumulation of American currency and debt and by becoming the main provider of the American lifestyle. China has defined its path to the front line of the geopolitical world map and has traversed it without looking back. What's left to know is if and when it will cut its ties to the United States and finally assume itself as the largest great power
Descrição: Mestrado em Economia Internacional e Estudos Europeus
URI: http://hdl.handle.net/10400.5/6279
Aparece nas colecções:BISEG - Dissertações de Mestrado / Master Thesis
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