Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.5/6214
Título: Efeitos da exposição à Thaumetopoea pityocampa em felídeos : a propósito de 6 casos clínicos
Autor: Lopes, Marta Filipa Martins
Orientador: Ferreira, Rui Domingos da Mata Lemos
Niza, Maria Manuela Grave Rodeia Espada
Palavras-chave: Gatos
processionária
lagarta do pinheiro
Thaumetopoea pityocampa
pêlos urticantes
urticária de contacto
Cats
pine processionary caterpillar
urticating hairs
contact urticaria
Data de Defesa: 19-Nov-2013
Editora: Universidade de Lisboa. Faculdade de Medicina Veterinária
Citação: Lopes, M.F.M. (2013). Efeitos da exposição à Thaumetopoea Pityocampa em felídeos : a propósito de 6 casos clínicos. Dissertação de Mestrado. Universidade de Lisboa, Faculdade de Medicina Veterinária, Lisboa.
Resumo: A Thaumetopoea pityocampa, vulgarmente conhecida por processionária, é endémica no sul da Europa. A exposição aos pêlos urticantes, que surgem a partir da 3ª fase larvar, provoca dermatite e urticária de contacto em humanos e nos animais domésticos, constituindo um problema de saúde pública. Em Medicina Veterinária não existe, até à data, nenhum trabalho sobre os seus efeitos na espécie felina. Este estudo retrospectivo relata 6 casos clínicos de felinos que contactaram com a processionária na Península de Setúbal. Tem como principal objectivo a caracterização do quadro clínico, medidas terapêuticas e evolução. Todos os animais foram presentes à consulta nos meses de Fevereiro e Março, altura em que as larvas descem dos pinheiros e formam as típicas procissões, no período decorrido entre 2007 e 2012. A amostra incluiu 3 fêmeas e 3 machos, todos da raça Doméstico de pêlo curto e com idades compreendidas entre 5 meses e 8 anos. O período de tempo decorrido desde o contacto até à consulta variou desde 1 hora a mais de 2 dias. Os sinais clínicos ocorreram de forma aguda com carácter evolutivo. Ao exame clínico observou-se: prurido facial (6/6), ptialismo (5/6), eritema facial (4/6), queilite (3/6), edema facial (3/6), edema lingual ou sub-lingual (3/6), glossite ulcerativa (3/6), anorexia (3/6), lesões ulcerativas orofaciais (2/6), disfagia (2/6), edema submandibular (1/6), vómito (1/6) e edema das extremidades dos membros anteriores (1/6). Foi instituída terapêutica de suporte e sintomática e todos os animais recuperaram completamente. A maioria dos gatos afectados tinha uma idade inferior a 10 meses, o que sugere que os animais jovens correm maior risco de exposição. A cabeça foi a região mais atingida, destacando-se a face e a cavidade oral. Embora alguns gatos tenham apresentado glossite e lesões ulcerativas, nunca se constatou uma evolução necrosante. O contacto com T. pityocampa em felinos é um problema subestimado, tanto na literatura científica como na prática clínica, tornando-se importante sensibilizar os clínicos para esta causa de urticária e dermatite de contacto.
ABSTRACT - EFFECTS OF EXPOSURE TO THAUMETOPOEA PITYOCAMPA IN CATS : REPORT OF 6 CLINICAL CASES - The larval form of Thaumetopoea pityocampa, commonly known as pine processionary caterpillar, is endemic in southern Europe. Exposure to its urticant hairs, which appear from the third larval stage (L5) onwards, induces dermatitis and contact urticaria in humans and animals. Most of the clinicians in small animal veterinary practice are familiar with this threat, however few studies have been published and up to date there are no works concerning its effects in cats. Based on 6 cases, the aim of this retrospective study was to evaluate the evolution of the clinical manifestations of lepidopterism and therapeutic measures that should be implemented. The cases here described were observed from 2007 to 2012, during the months of February and March in the peninsula of Setúbal. The sample included 3 males and 3 females, with ages ranging from 5 months to 8 years and all animals were DSH. The period of time elapsed from exposure and consultation extended from less than 1 hour to more than 2 days. The disease course and progression of clinical signs were acute in all cases. Physical examination findings comprised: facial pruritus (6/6), ptyalism (5/6), facial erythema (4/6), facial oedema (3/6), cheilitis (3/6), lingual or sub-lingual oedema (3/6), ulcerative glossitis (3/6), anorexia (3/6), orofacial ulcerative lesions (2/6), dysphagia (2/6), submandibular oedema (1/6), vomit (1/6) and distal forelimbs oedema (1/6). The medical approach consisted primarily of supportive and symptomatic treatment. All cats recovered completely. All cases occurred in the period of greatest risk of contact. This time coincides with the last larval stage (L5), when the abundance of urticating hairs is the highest and the caterpillars abandon the trees forming a typical procession in order to pupate in the soil. Most of the affected cats were less than 10 months old, suggesting that young animals may be particularly susceptible. The head was the most affected region of the body, especially the face and oral cavity. Although some cats presented glossitis and ulcerative lesions, none progressed to necrosis. To the best of our knowledge, this is the first study reporting several adverse reactions caused by pine processionary caterpillar contact in cats. This problem is underestimated in scientific literature and in clinical practice. It is important to raise awareness among small animal veterinarians to this cause of urticaria and contact dermatitis in cats in endemic areas.
Descrição: Dissertação de Mestrado Integrado em Medicina Veterinária
URI: http://hdl.handle.net/10400.5/6214
Aparece nas colecções:BFMV - Teses de Mestrado 2º. Ciclo

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