Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.5/6208
Título: Uveíte recorrente equina e leptospirose : estudo de variáveis em cavalos sujeitos a vitrectomia, na região de Hannover
Autor: Cordovil, Teresa Mota
Orientador: Ferreira, Fernando António da Costa
Hopster, Klaus
Palavras-chave: uveíte recorrente equina
leptospira
vitrectomia
diagnóstico
tratamento
prognóstico
equine recurrent uveitis
leptospira
vitrectomy
diagnosis
treatment
prognosis
Data de Defesa: 20-Nov-2013
Editora: Universidade de Lisboa. Faculdade de Medicina Veterinária
Citação: Cordovil, T.M. (2013). Uveíte recorrente equina e leptospirose : estudo de variáveis em cavalos sujeitos a vitrectomia, na região de Hannover. Dissertação de Mestrado. Universidade de Lisboa, Faculdade de Medicina Veterinária, Lisboa.
Resumo: A uveíte recorrente equina (URE) é frequentemente citada como a causa mais comum de cegueira em cavalos, apresentando prevalências entre 8 a 10% na Europa e entre 2% a 25% nos Estados Unidos. É caracterizada por episódios recorrentes de inflamação intraocular, separados por períodos de remissão, nos quais não há sinais de inflamação intraocular ativa. Evidências recentes correlacionam-na com uma forte resposta autoimune, despoletada após infeção por Leptospira. Embora a terapêutica médica anti-inflamatória seja eficaz no controlo da maioria dos casos de uveíte recorrente equina, alguns casos requerem abordagem cirúrgica, por exemplo, vitrectomia. Neste estudo foram revistos os dados referentes às vitrectomias realizadas entre Janeiro de 2012 e Janeiro de 2013, na Clínica de Equinos da Faculdade de Medicina Veterinária de Hannover. Durante a vitrectomia foram recolhidas amostras de vítreo, que foram analisadas por reação da polimerase em cadeia (PCR) e teste de aglutinação microscópica (TAM). O PCR foi positivo para 46,7% dos cavalos testados enquanto 53,3% dos cavalos apresentavam anticorpos anti-Leptospira. No total dos dois testes, 56,7% dos cavalos mostraram reação positiva para Leptospira. Foram detetados anticorpos contra o serovar Grippotyphosa em 81,3% dos cavalos positivos ao TAM. Foi encontrada uma diferença estatisticamente significativa entre a idade dos animais positivos para Leptospira e a idade dos animais negativos. A análise das lesões oculares existentes confirmou uma correlação positiva entre a gravidade das lesões e a positividade para Leptospira. Este estudo suporta a hipótese da relação entre a URE e a infeção por Leptospira no equino. Os resultados obtidos estão de acordo com os trabalhos que sugerem que a seropositividade para Leptospira está correlacionada com uma maior probabilidade do desenvolvimento de cegueira. À medida que prosseguem os estudos na procura de terapêuticas eficazes, para melhor compreensão da patogénese e dos fatores de risco da URE, a necessidade de investigação desta doença no nosso país é cada vez mais premente.
ABSTRACT - Equine Recurrent Uveitis and Leptospirosis: a study of variables in horses that underwent vitrectomy in the region of Hannover - Equine recurrent uveitis is often cited as the most common cause of blindness in horses, with prevalence of 8 to 10% in Europe and 2% to 25% in the United States. It is characterized by recurrent bouts of intraocular inflammation separated by periods of remission, in which there are no signs of active inflammation. Recent research shows it has positive correlation with strong autoimmune response, triggered by infection with Leptospira. Although anti-inflammatory medical therapy is effective in controlling most cases of equine recurrent uveitis, some cases require surgical approach, such as vitrectomy. This study reviewed the data of the horses that underwent vitrectomy between January 2012 and January 2013 in the Equine Clinic of the Faculty of Veterinary Medicine of Hannover. Vitreous samples collected during vitrectomy were analyzed by Polymerase Chain Reaction (PCR) and microscopic agglutination test (MAT). The PCR was positive in 46.7% of the horses, whereas 53.3% of the horses presented antibodies anti-Leptospira. Altogether, 56.7% of the horses showed positive reaction for Leptospira. Antibodies for serovar Grippotyphosa were detected in 81.3% of horses positive for MAT. There was a significant difference between the age of the animals positive for Leptospira and the age of the negative animals. The analysis of the ocular lesions confirmed an association between the severity of the lesions and positivity for Leptospira. This study supports the hypothesis of the link between URE and Leptospira infection in horses. The results are also in agreement with studies suggesting that Leptospira seropositive is correlated with a higher probability of developing blindness. As studies proceed in the search for effective therapies for a better understanding of the pathogenesis and the risk factors of ERU, research into this disease in our country is increasingly needed.
Descrição: Dissertação de Mestrado Integrado em Medicina Veterinária
URI: http://hdl.handle.net/10400.5/6208
Aparece nas colecções:BFMV - Teses de Mestrado 2º. Ciclo



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