Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.5/5244
Título: Tomada de decisão do árbitro de futebol de primeira categoria
Autor: Cruz, Pedro Miguel Carapeto da
Orientador: Araújo, Duarte Fernando da Rosa Belo Patronilho de
Palavras-chave: Acção
Árbitro
Contexto
Jogo
Percepção
Tomada de decisão
Data de Defesa: 2012
Citação: Cruz, Pedro Carapeto da (2012) - Tomada de decisão do árbitro de futebol de primeira categoria. Dissertação de Mestrado. Universidade Técnica de Lisboa. Faculdade de Motricidade Humana.
Resumo: Estudos como os de Helsen e Bultynck (2004) concluíram que um árbitro de elite decide em média 137 vezes por jogo, e no último momento, o número de decisões aumenta. Estes autores só investigaram as decisões observáveis do árbitro, admitindo existirem outras “não-observáveis”. Nesta investigação procurou-se estudas as TD em que o árbitro decidiu agir, as que decidiu não agir, e verificar variam ao longo do jogo. Ao incluir as TD em que o Árbitro decide não agir, permitiu revelar uma muito maior intensidade do trabalho do árbitro contrastando com os estudos anteriores que só consideraram as decisões em que o árbitro age em jogo. Foram utilizadas vídeo-gravações, num total de 120 jogos, correspondendo a 50% do total de jogos realizados na época desportiva 2009-2010. Peritos em arbitragem devidamente treinados para o efeito, utilizaram uma plataforma informática, para registar as TD, em 6 momentos de 15 minutos, ao longo do jogo. A escolha das categorias de tomada de decisão, incluindo as decisões de não agir, baseou-se em estudos como o de Helsen e Bultynck, (2004), e da discussão do tema com peritos em arbitragem. Os resultados demonstram que o Árbitro de primeira categoria nacional, decide em média 272 vezes por jogo, com 143 decisões na primeira parte, e 129 na segunda (p<0,001). Ao contrário do que se verificou em estudos anteriores (Helsen e Bultynck, 2004), dos 15 aos 30 minutos do jogo, o Árbitro toma mais decisões (p<0,001). Distribuindo as TD individualmente pelos 6 períodos do jogo, verifica-se uma tendência corroborante com outras investigações, sendo que as decisões críticas surgem com mais frequência no final do jogo. O árbitro decide em média 272 vezes por jogo, e dos 15 aos 30 minutos, decide mais vezes. Neste momento de jogo, as equipas tendem a afirmar a sua estratégia no jogo, o que conduz ao aumento de confrontação entre os elementos que a constituem, e por isso o árbitro decide mais. Pelas mesmas razões, as decisões críticas (Substituições e L. Directo + Amarelo) demonstram uma tendência corroborante com os estudos de Helsen e Bultynck, (2004), surgindo mais vezes no final do jogo. Assim, importa preparar o treino dos árbitros para os momentos em que o árbitro decide mais (15 aos 30 minutos), e para o treino das TD “críticas” (Nevill, et. al.1996), no final do jogo.
Descrição: Mestrado em Psicologia do Desporto
URI: http://hdl.handle.net/10400.5/5244
Aparece nas colecções:BFMH - Dissertações de Mestrado / Master Thesis

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