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Título: A Prática desportiva e a actividade física dos adolescentes portugueses : género, ambiente e lazer.
Autor: Loureiro, Nuno Eduardo Marques de
Orientador: Matos, Maria Margarida Nunes Gaspar de
Diniz, José Manuel Fragoso Alves
Palavras-chave: Actividade física
Adolescentes
Bairros
Comportamentos sedentários
Género
Prática desportiva
Sintomas físicos e psicológicos
Data de Defesa: 2011
Citação: Loureiro, Nuno (2011) - A Prática desportiva e a actividade física dos adolescentes portugueses : género, ambiente e lazer. Tese de Doutoramento. Universidade Técnica de Lisboa. Faculdade de Motricidade Humana.
Resumo: A prática da Actividade Física (AF) regular dos adolescentes tem sido reconhecida como um dos factores importantes na saúde ao longo de toda a vida do indivíduo. O presente trabalho teve como objectivo compreender a forma como as variáveis individuais, de ambiente, capital social e ocupação dos tempos livres influenciam a prática de AF e desportos nos adolescentes portugueses. Para tal, realizaram-se seis estudos, tendo como suporte a base de dados portuguesa do estudo internacional Health Behavior in School-aged Children, obtida com adolescentes através do preenchimento do questionário "Comportamento e Saúde em Jovens em Idade Escolar". Os estudos efectuados utilizaram amostras cujas dimensões variam entre 748 raparigas (estudo IV), 4877 (estudos I, II, III e V) e 17911 (estudo VI) jovens de ambos os géneros com uma idade média de 14 anos. No estudo I, procurou-se analisar a influência do meio residencial na realização das diversas práticas físicas. No estudo II procedeu-se à identificação de perfis de adolescentes, com base no tempo que despendem diariamente a ver televisão (TV) e a quantidade de vezes que praticam AF na semana, e compreender as variáveis explicativas associadas a cada um. No estudo III procurou-se perceber a relação entre a AF e os CS com a dificuldade em adormecer e a fadiga. O estudo IV pretendeu-se identificar as características das raparigas mais velhas que praticam AF com regularidade durante a semana. No estudo V explorou-se a relação entre o índice de massa corporal (IMC) e as actividades activas e sedentárias. No estudo VI analisou-se a prática desportiva dos adolescentes portugueses, num período de oito anos, de acordo com o género e o ano de escolaridade. Os principais resultados desta investigação são os seguintes: (1) a percepção sobre o meio residencial influência de forma variada os diferentes tipos de prática; identificar o meio onde reside como sendo seguro é importante para a prática de AF e exercício no exterior; (2) foram identificados adolescentes em todos os perfis definidos e que apresentavam características próprias; o Grupo de Telespectadores não activo encontra-se associado positivamente com o estatuto de pré-obesidade e obesidade; (3) a prática de AF não está associada à percepção de fadiga e à dificuldade em adormecer; (4) foram encontradas diferenças entre os grupos de raparigas praticantes e sedentárias; as raparigas mais velhas praticantes têm menor percepção de fadiga e exaustão, passam menos tempo a ver TV e usam mais o computador; (5) os rapazes apresentam maiores índices de excesso de pesos e obesidade do que as raparigas; os jovens que praticam AF menos de três vezes por semana têm uma maior probabilidade de ter excesso de peso e obesidade; (6) a prática desportiva difere por género e idade e verifica-se uma diminuição na prática das raparigas, sendo estas as que apresentam mais associações com a percepção de queixas de saúde. Em síntese verifica-se que as questões relacionadas com o meio, género e idade são importantes para compreender a prática da AF dos adolescentes. Os resultados sublinham a pertinência de promover estratégias de promoção da prática que considerem as características do meio e ajustadas ao género e idade dos adolescentes.
Descrição: Doutoramento em Ciências da Educação, especialidade Educação para a Saúde
URI: http://hdl.handle.net/10400.5/5170
Aparece nas colecções:BFMH - Teses de Doutoramento / Ph.D.Thesis

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