Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.5/3608
Título: Resposta inflamatória uterina em éguas submetidas a inseminação artificial
Autor: Carmona, Julieta Maria Peixoto
Orientador: Duarte, José Carlos Miguéis Nunes
Bernardes, Nuno Filipe Gomes
Palavras-chave: Égua
Inflamação
Útero
Inseminação artificial
Mare
Inflammation
Uterus
Artificial insemination
Data de Defesa: Jul-2011
Editora: Universidade Técnica de Lisboa. Faculdade de Medicina Veterinária
Citação: Carmona, J.M.P. (2011). Resposta inflamatória uterina em éguas submetidas a inseminação artificial. Dissertação de Mestrado, Universidade Técnica de Lisboa, Faculdade de Medicina Veterinária, Lisboa.
Resumo: A inseminação artificial de éguas resulta invariavelmente numa resposta inflamatória uterina transitória e fisiológica cuja função é eliminar o excesso de espermatozóides, plasma seminal, diluidores e microrganismos do lúmen uterino. Esta inflamação é caracterizada por um influxo de polimorfonucleares neutrófilos (PMNs) para o lúmen uterino. A sua presença e magnitude pode ser diagnosticada através de ecografia uterina transrectal em combinação com citologia, cultura e/ou biópsia endometrial. São vários os intervenientes neste fenómeno. Os espermatozóides equinos activam o complemento, incitando a quimiotaxia e migração de PMNs para o lúmen uterino. Maiores concentrações espermáticas correspondem a um estímulo quimiotático mais exuberante. O plasma seminal aparenta possuir tanto a capacidade de suprimir (in vitro) como de estimular (in vivo) a migração dos PMNs. A sua presença numa dose inseminante reduz a duração da resposta inflamatória uterina após inseminação artificial (IA). Já o papel dos diluidores é ainda desconhecido, mas a sua infusão simples é passível de resultar numa inflamação uterina. Estudos recentes sugerem que a inseminação de doses com 80 mL (volume médio do ejaculado de garanhão) resultam numa maior inflamação uterina. Contrariamente ao postulado, o sémen congelado por si só, não induz uma maior inflamação que sémen fresco e, aparentemente, a resposta inflamatória uterina obtida após monta natural e IA com sémen fresco ou refrigerado diluído não difere. Não existem também evidências de que a IA intra-cornual profunda cause um maior estímulo inflamatório quando comparada com a IA clássica no corpo uterino ou que o momento da IA influencie a resposta inflamatória uterina por ela despoletada. O objectivo desta dissertação consistiu em estudar a influência de diversos factores (idade da égua, tipo de sémen, presença de plasma seminal, momento e técnica de IA, e características do útero antes da inseminação, nomeadamente o edema uterino) no estabelecimento da resposta inflamatória uterina após inseminação bem como a sua influência na taxa de concepção. Para tal foram avaliadas 27 éguas (n=27) recorrendo-se à ecografia uterina antes e 24 horas após IA, momento em que se recolheram líquidos de lavagem uterina para citologia. Neste estudo não foram obtidos resultados estatisticamente significativos que permitam aferir a influência dos parâmetros atrás referidos na inflamação uterina após IA (p>0,05) principalmente por este estudo estar condicionado pelo tamanho reduzido da amostra analisada.
ABSTRACT - Artificial insemination of mares always results in a transient physiological uterine inflammatory response which main function is to remove spermatozoa in excess, seminal plasma, extenders and microorganisms present in the uterine lumen. This inflammation is characterized by an influx of neutrophil polymorphonuclears (PMNs) to the uterine lumen. Its presence and magnitude can be diagnosed by transrectal ultrasonography in combination with uterine cytology, culture and/or endometrial biopsy. There are several players in this phenomenon. The equine spermatozoa activate complement, which results in chemotaxis and migration of PMNs into the uterine lumen. Higher sperm concentrations correspond to a more exuberant chemotactic stimulus. Seminal plasma appears to have both the ability to suppress (in vitro) and to stimulate (in vivo) the migration of PMNs. Its presence in an insemination dose reduces the duration of uterine inflammatory response after artificial insemination (AI). The role of semen extenders is still unknown but its single infusion is likely to result in an inflammation of the uterus. Recent studies suggest that insemination doses of 80 mL (average volume of the stallion ejaculate) result in a greater inflammation. Contrary to assumption, frozen semen itself doesn’t induce a greater inflammation than fresh semen, and apparently there is no difference between the inflammatory response elicited by natural mating as compared to AI with fresh or chilled diluted semen. There is also no evidence that deep horn AI causes a greater inflammatory stimulus compared with the classical AI in the uterine body, or that the time of AI influences the uterine inflammatory response. The aim of this dissertation was to study the influence of various factors (age of the mare, type of semen, presence of seminal plasma, AI time and technique, and uterine characteristics before insemination, namely the uterine edema) in the establishment and extent of uterine inflammatory response after insemination and its influence on the conception rates. For that, 27 mares (n=27) were evaluated by resorting to uterine ultrasound before and 24 hours after AI, moment when uterine lavage samples were collected for uterine cytology. This study didn’t yield any significant differences for all parameters evaluated that would allow the assessment of the influence of these parameters in uterine inflammation after AI (p> 0.05) as this study was mainly conditioned by the small size of the sample.
Descrição: Dissertação de Mestrado Integrado em Medicina Veterinária
URI: http://hdl.handle.net/10400.5/3608
Aparece nas colecções:BFMV - Teses de Mestrado 2º. Ciclo

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