Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.5/2623
Título: Inseminação artificial em éguas : estudo da utilização de uma dose reduzida de sémen congelado em diferentes locais de deposição
Autor: Moreira, Joana Cabral da Gama de Alpoim
Orientador: Prazeres, José Manuel Cardoso de Sousa
Dias, Graça Maria Leitão Ferreira
Palavras-chave: Sémen congelado
Cavalo
Inseminação artificial
Corpo uterino
Corno uterino
Frozen semen
Horse
Artificial insemination
Uterine body
Uterine horn
Data de Defesa: 2010
Editora: Universidade Técnica de Lisboa. Faculdade de Medicina Veterinária
Citação: Moreira, J.C.G.A. (2010). Inseminação artificial em éguas : estudo da utilização de uma dose reduzida de sémen congelado em diferentes locais de deposição. Dissertação de Mestrado. Universidade Técnica de Lisboa, Faculdade de Medicina Veterinária, Lisboa.
Resumo: O tema foi escolhido devido à utilização cada vez maior de sémen congelado na clínica equina e da necessidade de se reduzir a quantidade de sémen utilizado devido ao seu custo e também por vezes pela sua escassez. De modo a maximizar a fertilidade dos cavalos que se reproduzem por inseminação artificial, o número total de espermatozóides com motilidade progressiva por dose deve ser 300-500 x 106 para sémen fresco e o dobro para sémen que vai ser transportado (Samper, 2005). Embora não exista uma dose padrão para o sémen congelado, a fertilidade diminui quando o número total de espermatozóides com motilidade progressiva é inferior a 250 x 106 por dose (Samper, 1999). Mais ainda, a inseminação de éguas na junção útero-tubárica é uma técnica que tem sido eficaz quando se reduz o número de espermatozóides usados por inseminação (Squires et al, 2000). Assim sendo, o objectivo deste trabalho foi comparar as taxas de gestação em éguas inseminadas com uma redução da dose convencional de sémen congelado em locais diferentes de inseminação: corpo uterino vs corno uterino, usando o método guiado por via transrectal. Com sémen de seis garanhões diferentes foram inseminadas oito éguas, no corpo uterino (n=4) ou no corno uterino (n=4) escolhidas aleatoriamente e com uma dose de 200 x 106 espermatozóides totais. A taxa de gestação para as éguas inseminadas no corpo uterino foi idêntica às inseminadas no corno uterino (3/4 vs 3/4; 75%) (p>0,05). O número de inseminações necessário para obter uma gestação no grupo das éguas inseminadas no corno uterino (2,66/égua) foi semelhante ao do grupo das éguas inseminadas no corpo uterino (1/égua) (p>0,05). Em média foram necessárias 1,83 inseminações para obter uma gestação. Este estudo, embora com número muito reduzido de éguas, confirma o que outros autores já publicaram; que é possível obter taxas de gestação aceitáveis com sémen congelado quando se reduz a dose convencional de espermatozóides. Também se conclui que o local de deposição do sémen, corpo uterino ou ponta do corno uterino, usando a técnica guiada por via transrectal, parece não fazer diferença nas taxas de gestação quando se usa uma dose inseminante de 200 x 106 espermatozóides totais, como confirmado por outros estudos.
ABSTRACT - Artificial insemination in mares: a comparative study using low dose frozen semen in different deposition sites - The subject was choosen due to the growing use of frozen semen in the equine practice and the need for reducing sperm numbers due to its cost and sometimes lack of availability. In order to maximize fertility of horses bred by artificial insemination (AI), the total number of progressively motile sperm per dose should be 300 – 500 x 106 for fresh semen and double for transported semen (Samper, 2005). Even though there is no standard dose for frozen semen, fertility decreases when the total number of progressively motile sperm after thawing is < 250 x 106 per dose (Samper, 1999). Furthermore, insemination at the uterotubal junction is a practical technique that can be used successfully when the number of spermatozoa used per insemination is decreased (Squires et al., 2000). Therefore, the objective of this study was to compare the pregnancy rates in mares inseminated with a reduction of the standard dose of frozen semen at different sites of insemination: uterine body versus tip of uterine horn; using the rectally guided method. Eight mares were inseminated with semen from six different stallions, in the uterine body (n=4) or in the uterine horn (n=4), randomly assigned and with an insemination dose of 200 x 106 total sperm cells. Pregnancy rate for the mares inseminated in the uterine body was identical for those inseminated in the uterine horn (3/4 vs 3/4; 75%) (p>0,05). The number of inseminations needed to obtain a pregnancy in the mares inseminated in the tip of the uterine horn (2,66/mare) was similar to the group of mares inseminated in the uterine body (1/mare) (p>0,05). In average, 1.83 inseminations were needed to obtain a pregnancy. This study, even though with a reduced number of mares, confirms what other have reported. It is possible to obtain acceptable pregnancy rates with frozen semen when the standard dose of sperm cells is reduced. It also concludes that the site of deposition of the inseminate, using the rectally guided technique, appears to make no difference in the pregnancy rates when using an insemination dose of 200 x 106 total sperm, as confirmed by other studies.
Descrição: Dissertação de Mestrado Integrado em Medicina Veterinária
URI: http://hdl.handle.net/10400.5/2623
Aparece nas colecções:BFMV - Teses de Mestrado 2º. Ciclo

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