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Título: Vacinação de patos-reais (Anas platyrhynchos) contra a gripe aviária em Portugal
Autor: Cabral, Liliane Ferreira
Orientador: Fernandes, Alexandra Maria de Matos
Almeida, Virgílio da Silva
Palavras-chave: Gripe aviária
Vacina inactivada
Patos-reais
Imunologia
Portugal
Avian influenza
Inactivated vaccine
Mallard ducks
Data de Defesa: 14-Jul-2009
Editora: Universidade Técnica de Lisboa. Faculdade de Medicina Veterinária
Citação: Cabral, L.F. (2009). Vacinação de patos-reais (Anas platyrhynchos) contra a gripe aviária em Portugal. Dissertação de Mestrado, Universidade Técnica de Lisboa, Faculdade de Medicina Veterinária, Lisboa.
Resumo: Na última década, a estirpe asiática H5N1 de alta patogenicidade disseminou-se rapidamente pela Ásia, Europa e África, resultando no morticínio de mais de 250 milhões de aves domésticas e na morte de mais de duas centenas de pessoas, representando uma séria ameaça à Saúde Pública. Os patos, especialmente o pato-real (Anas platyrhynchos), desempenham um papel importante na amplificação e na disseminação do vírus. Por conseguinte, a disponibilização de vacinas que sejam eficazes nesta espécie em condições “de campo” constitui-se como uma ferramenta importante no controlo do vírus. O presente estudo baseia-se no programa de monitorização serológica incluído nos planos de vacinação de emergência e de vacinação preventiva implementados na sequência de um foco de gripe aviária de baixa patogenicidade, subtipo H5N2, ocorrido numa exploração cinegética nacional em Setembro de 2007. A vacinação com duas vacinas inactivadas bivalentes, H5N9/H7N1 e H5N6/H7N7, foi realizada em dois grupos de patos-reais. Posteriormente, foi realizada uma revacinação semestral num destes grupos. A vacinação induziu um título de anticorpos específicos para a hemaglutinina H5 similar nos dois grupos de patos primovacinados, acima do limiar considerado de protecção (4 log2) até pelo menos 16 semanas após a administração do reforço da vacina, tendo-se atingido uma taxa de imunização inicial superior a 80%. A revacinação semestral com o antigénio H5N6 induziu uma resposta humoral pouco exuberante, com persistência de anticorpos protectores apenas até 6 semanas após vacinação. O antigénio de subtipo H7N7 não estimulou o desenvolvimento de uma resposta imunitária humoral protectora para a hemaglutinina H7. Pelo contrário, o antigénio H7N1 induziu um título médio de anticorpos ligeiramente acima do limiar de protecção, que persistiu até pelo menos 26 semanas após o reforço da vacina. Os resultados observados sugerem que numa exploração cinegética deste tipo, em que o risco de contacto com o vírus “de campo” é muito elevado, a revacinação semestral com uma vacina adequada é uma medida complementar importante para limitar a ocorrência de focos secundários da infecção/doença.
ABSTRACT - Vaccination of Mallard Ducks (Anas platyrhynchos) against Avian Influenza in Portugal -- During the last decade, HPAI H5N1 has rapidly spread across Asia, Europe and Africa, leading to the culling of more than 250 million birds and the death of more than two hundred people, posing a serious threat to public health. Ducks, particularly, mallards (Anas platyrhynchos), play an important role in the amplification and spread of the virus. Vaccines that are effective in this species in field conditions will provide an important tool for control of the disease. This study is based on a serological monitoring programme included in the emergency and preventive vaccination plans applied following a LPAI H5N2 outbreak in a game bird holding in Portugal, in 2007. Vaccination with two bivalent, H5N9/H7N1 and H5N6/H7N7, inactivated vaccines was carried out in two groups of mallard ducks. A second vaccination, six months later, was also carried out in one of these groups. The first vaccination induced a similar mean antibody titer specific for H5 hemagglutinin in both groups, above the protective threshold (4 log2) and persistent for at least 16 weeks after the vaccine boost. The proportion of immunized ducks was initially above 80%. Ducks revaccinated six months later with the H5N6 vaccine showed a lower antibody response, which persisted for only 6 weeks after vaccination. The H7N7 vaccine antigen did not simulate a protective immune humoral response specific for H7 hemagglutinin. On the contrary, the mean antibody titers following vaccination with the H7N1 vaccine were slightly above the threshold, persisting for at least 26 weeks after the boost. These results suggest that semestral vaccination with an adequate vaccine is as important additional measure to limit secondary AI outbreaks in this type of farming system, which is at a particularly high risk of exposure to the field virus.
Descrição: Dissertação de Mestrado Integrado em Medicina Veterinária
URI: http://hdl.handle.net/10400.5/1243
Aparece nas colecções:BFMV - Teses de Mestrado 2º. Ciclo

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