Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.5/1170
Título: Mitos e factos no combate à corrupção: uma reflexão do estado da arte
Autor: Paiva, Miguel Frederico Cavazzini Botha de
Orientador: Nevado, Pedro Picaluga
Palavras-chave: Corrupção
Governação
Globalização
Instituições
Neoliberalismo
Informação
Corruption
Governance
Globalization
Institutions
Neoliberalism
Information
Data de Defesa: Mai-2009
Editora: Instituto Superior de Economia e Gestão
Citação: Paiva, Miguel Frederico Cavazzini Botha de Paiva (2009). "Mitos e factos no combate à corrupção: uma reflexão do estado da arte". Dissertação de Mestrado. Universidade Técnica de Lisboa. Instituto Superior de Economia e Gestão
Resumo: A corrupção é um fenómeno difícil de definir, pois pode assumir muitas formas, e difícil de medir pois deixa pouco ou nenhum vestígio da sua passagem. Nas últimas duas décadas tem sido considerada um dos principais obstáculos ao desenvolvimento e à redução da pobreza, uma verdadeira doença social que afecta transversalmente diferentes áreas da sociedade e mata milhares de pessoas por ano. Os resultados alcançados na década de oitenta com as políticas de ajustamento macroeconómico criaram algum cepticismo quanto à capacidade das instituições financeiras internacionais melhorarem a governação dos Países mais desfavorecidos, porém existe um conjunto de elementos que, de forma séria e concertada, podem fazer parte de uma reforma a adaptar casuisticamente: informação, responsabilização, participação e transparência. Trata-se de criar as condições para deixar estes países assumirem o controlo do seu próprio desenvolvimento, ao seu próprio ritmo, cabendo às instituições internacionais desempenhar o papel que lhes compete para pôr a globalização a funcionar e a funcionar para todos, ricos e pobres. Ainda não foi criada nenhuma vacina para combater este flagelo, sendo a prevenção ainda o melhor remédio disponível no mercado, ao invés de procurar fórmulas capazes de travar a sua propagação, já que a corrupção é demasiado complexa para que possa ser contida através de um antídoto. Mas para prevenir é preciso conhecer os factos que rodeiam o problema, deitar por terra os mitos sem fundamentos e identificar as variáveis que propiciam a ocorrência desse fenómeno corrosivo. Só assim será possível reduzir a pesada factura gerada por uma série de transacções que beneficiam os interesses de poucos mas que é paga por muitos, geralmente por aqueles que menos condições têm para o fazer.
Corruption is a phenomenon difficult to define because it can take many forms, and difficult to measure because it leaves little or no trace. In the last two decades corruption has been considered a major barrier to development and poverty reduction, and a true social disease that cuts across different areas of society and kills thousands of people every year. The results achieved in the eighties with the macroeconomic adjustment policies created some skepticism concerning the ability of international financial institutions to improve governance in poor countries, but there are a number of elements which, in a serious and concerted manner, can be part of a customized country reform: information, accountability, participation and transparency. It is all about creating the conditions to let developing countries take control of their own development, at their own pace, while international institutions play the role that they are responsible for in order to put globalization into full operation and fully operating for all, both rich and poor. So far no vaccine has been created to fight this plague, thus preventing it is still the best medicine available in the market, rather than seeking out for formulas capable of stopping its spread, since corruption is too complex to be contained by any antidote. But in order to prevent it is crucial to know the facts surrounding this issue, to destroy the unfounded myths and identify the variables that favor the occurrence of this corrosive phenomenon. Only then it will be possible to reduce the heavy dues caused by a series of transactions that benefit the interests of a few but are paid by many, usually by those who are least able to do so.
Descrição: Mestrado em Desenvolvimento e Cooperação Internacional
URI: http://hdl.handle.net/10400.5/1170
Aparece nas colecções:BISEG - Dissertações de Mestrado / Master Thesis
DE - Dissertações de Mestrado / Master Thesis

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